Minc Leão Dourado erra feio
Onze entidades ligadas ao setor sucroalcooleiro de Pernambuco divulgaram pelos jornais, no domingo (06), uma nota oficial contra a ação do Ibama e do Ministério do Meio Ambiente que levou a multar 24 usinas pernambucanas pela destruição da Mata Atlântica no Estado. Uma infração de R$ 120 milhões. Segundo essas entidades, o desmatamento começou no perÃodo colonial na nossa Zona da Mata e há décadas não ocorre desmatamento para o plantio de cana de açúcar.
A nota das entidades informa ao ministro Carlos Minc que “a cana-de-açúcar ocupa cerca de 30% da área da Zona da Mata e não da área total do Estado, sendo o restante da ZM ocupado por outras atividades e pelos inúmeros aglomerados urbanos, em especial os populosos municÃpios da Região Metropolitana do Recife, cuja a expansão desordenada foi a principal responsável pelos desmatamentos recentes das áreas de mata atlântica”.
“Os mais significativos remanescentes dessa vegetação em Pernambuco, diga-se de passagem, estão, em sua maioria, em terras de usinas de açúcar e álcool e de seus fornecedores de cana, que as têm preservado, matendo programas de pesquisa cientÃfica e de educação ambiental”, esclarece a nota das entidades sucroalcooleiras.
Por essas acusações sem fundamento, o ministro Carlos Minc ouviu poucas e boas do governador Eduardo Campos e do senador Jarbas Vasconcelos. Já os ambientalistas locais pouco se pronunciaram sobre o caso. Parece que há um pacto de silêncio entre eles. Podem criticar atividades empresariais supostamente prejudiciais ao meio ambiente. Mas são incapazes de elogiar uma iniciativa “sustentável”, como define o jargão da categoria, se ela vier de usineiros.
É exemplar o silêncio ambientalista - de Minc e dos ecologistas locais - sobre a devastação da mata do Engenho Uchôa, em Pernambuco, por trabalhadores sem terra do MST. Os ecoxiitas não descansam.
Vale lembrar o que o presidente Lula pensa sobre meio ambiente: “Entre a soja e o cerradinho. Ele prefere a soja”, segundo seu chefe de gabinete Gilberto Carvalho, na entrevista à Veja. Â
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