Madeira do Rosarinho propõe ilegalidade
Madeira do Rosarinho
Vem à cidade sua fama mostrar,
E traz com seu pessoal
Seu estandarte tão original.
Não vem pra fazer barulho,
Vem só dizer, e com satisfação:
‘queiram ou não queiram os juÃzes,
O nosso bloco é de fato o campeão!’
E se aqui estamos cantando essa canção,
Viemos defender a nossa tradição,
E dizer bem alto que a injustiça dói,
Nós somos madeira de lei que cupim não rói.
A música mais tocada nos palanques oficiais do Carnaval de Pernambuco não deixou de ser um oba-oba ao governador Eduardo Campos, que na campanha de 2006 usou Madeiiii…ra do Rosarinho como seu hino. Mas talvez os governistas não tenham atentado para a proposta de ilegalidade na música composta por Capiba.
O bloco Madeira vem à cidade sua fama mostrar e traz com seu pessoal o estandarte ou a bandeira do partido. Afirma que vem em paz e para dizer que a palavra dos juÃzes não vale nada. Quer porque quer ser consagrado campeão. Passa por cima das regras por conta de uma tradição - qual tradição? A de sempre ganhar? Onde está o caráter democrático na disputa?
Não se pode carnavalizar uma disputa polÃtica ou eleitoral mas estimular qualquer violação das regras - a Constituição ou as leis eleitorais -, mesmo musicalmente, porque a injustiça dói - em quem? - não é um bom exemplo.
Madeira do Rosarinho poderia ter feito sucesso no perÃodo da ditadura militar - quando as leis eram arbitrárias -, a exemplo do hino de Geraldo Vandré (Prá dizer que não falei de Flores, Caminhando e Cantando), mas numa Democracia não cabe a expressão “queiram ou não queiram os juÃzes o nosso bloco é de fato campeão”.   Â


3 Comentários para “Madeira do Rosarinho propõe ilegalidade”
Por Lourdes Alves em fev 23, 2010 | Responder
Caro Antonio Magalhães,
A despeito da música ser emblemática para o bloco Madeira do Rosarinho, essa intransigência é sentida de perto por que “ousa” (e nós ousamos e ganhamos!), o afunilado concurso de agremiações do grupo especial da PCR. O Bloco Com Você no Coração Venceu pela empolgação e alegria, bem como pela total isenção dos jurados que integraram a bancada na passarela da av. Nossa Sra. do Carmo, no domingo de carnaval. Como havia dito a uma senhora que desfila pelo bloco Batutas de São José: “antes de mais nada, estar ali, desfilando entre os decanos do nosso carnaval, já era para nós (com apenas 5 anos de existência), uma enorme HONRA!” Evoé ao Carnaval de Pernambuco, que tem o tradicional, mas não tem medo do novo.
Com todos vocês no coração,
Lourdes
Por Anderson Caetano em mar 1, 2010 | Responder
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Por Solange Mendonça em mar 28, 2010 | Responder
Adorei a reflexão… Sempre é bom parar pra analisar o que estamos cantando ou ouvindo e a que nos remete essas comparações…
Grande abraço!