Posts de julho, 2009
sexta-feira, julho 31st, 2009
O presidente da OAB-PE, Jayme Asfora esteve nesta quarta-feira (29), reunido com o presidente da OAB Nacional, Cezar Britto, no Rio de Janeiro, onde analisaram agenda de trabalho conjunta. E ficou acertado que, em virtude da grave crise vivida pelo Senado nos últimos meses a OAB vai retomar com intensidade, a partir do fim do recesso parlamentar, campanha pela aprovação urgente do “recall”, mecanismo que possibilita a cassação dos mandatos eletivos pela vontade popular.
“O “recall” prevê a cassação do mandato daqueles políticos que não cumpriram fielmente tudo o que prometeram durante a campanha. Ou seja, traíram a vontade popular e a esperança do eleitor”, afirma Jayme Asfora, sintonizado com a posição da entidade, em nível nacional. Asfora segue o mesmo posicionamento de Cezar Britto. E também entende que a reforma política é fundamental para que o cidadão possa confiar de novo em seu representante.
“É preciso valorizar a política, fazer com que ela não seja confundida com politicagem”, reforça Jayme. Ele espera que a reforma realmente seja colocada em pauta e aprovada para que não seja mais “um balão de ensaio”.
Para Cezar Britto “ sempre que há uma crise de credibilidade se fala em prosseguir com a reforma política. Mas quando o povo esquece da crise, o Congresso esquece da reforma”.
(Do site da OAB/PE)
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Mais uma jaboticaba política. Coisa que só acontece no Brasil. A Ordem dos Advogados quer corrigir os erros depois que eles acontecem. Em vez de se bater pela melhoria do nível de consciência do eleitorado, a OAB pensa em tirar os parlamentares já eleitos por meio de consulta popular ou recall. É só espuma dos advogados. Precisaria haver uma mudança constitucional para fazer valer a lei do recall. E os parlamentares aprovariam tal mudança? Só na cabeça dos advogados da OAB isso é possível.
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sexta-feira, julho 31st, 2009
O consultor de empresas Ricardo Di Cavalcanti diz que os demais Estados da Federação não poderão mais desmerecer os Termos de Acordos firmados pelo Governo da Paraíba por falta de respaldo jurídico, pois agora com a publicação do Decreto 38.484, de 28 de julho de 2009, concede o Benefício Fiscal de apenas 3% de ICMS pelos valores das vendas internas e de somente 1% de ICMS no valor das vendas interestaduais.
Segundo Di Cavalcanti, Pernambuco precisa reformular os Benefícios oferecidos ao Comércio Atacadista Distribuidor e/ou CD – Central Distribuição para pelo menos aproximar ao que já é oferecido pelos Estados vizinhos (AL e PB).
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quarta-feira, julho 29th, 2009
Não durou muito o interesse dos chineses em montar automóveis em Pernambuco. Anunciada com destaque a possibilidade de instalação de uma montadora em Suape, o negócio começou a fazer água quando o Governo do Estado não quis bancar as idas e vindas à China do intermediário das negociações, o consultor Charles Tang, da Câmara de Comércio Brasil/China.
Ele desentendeu-se com as autoridades locais por conta das despesas de viagem. Resultado: por falta de uns poucos milhares de dólares, o Estado perdeu um investimento de milhões. Tang está agora direcionando seus clientes chineses para o Sudeste.
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quarta-feira, julho 29th, 2009
Pernambuco vem tendo um destaque especial na imprensa nacional e internacional neste ano de 2009. No começo do ano tivemos a polêmica entre o arcebispo de Olinda e Recife, Dom José Cardoso, e os médicos que fizeram um aborto numa menina de 9 anos para salvar sua vida. A excomunhão dos médicos e da mãe da menina tomou dimensão internacional na mídia.
Noutro caso, a jovem Paula Oliveira, suposta vítima de um ataque de neonazistas suiços, esteve no noticiário internacional, que citava a sua origem: Pernambuco. O caso ainda não acabou.
Na queda do avião da Air France no Atlântico, Pernambuco falou para o mundo. O interesse da Europa focou nas operações de resgate da FAB, com base em Fernando de Noronha, e no Instituto de Medicina Legal do Recife.
Veio então o assassinato do ex-boxeador canadense, morto num flat de Muro Alto, no litoral sul do Estado. E novamente Pernambuco foi o foco das notícias internacionais.
Porém, neste período, o Estado não entrou no noticiário turístico e econômico do mundo. É lamentável.
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domingo, julho 26th, 2009
QUANTO MAIS PALANQUES ESTADUAIS, MELHOR!
1. Dilma e Alfredo Nascimento -ministros- inauguraram no Estado do Rio a temporada de ” tô nem aí ” para os candidatos aos governos dos estados. O fundamental é eleger Dilma. Lula já deixou bem claro isso ao encaminhar o dócil PR em direção a candidatura do Garotinho, que se tornou forte, com os desacertos, viagens e ciclotimias do Cabral. A soma dos palanques -Cabral+Garotinho- trará mais votos para Dilma. E se o Lindberg demonstrar isso, que venha o terceiro palanque.
2. O lançamento do comissário Tarso Genro a governador do RGS apontou na mesma direção. E ele mesmo disse que para Dilma melhor serão dois palanques do que um. Quem perder terá o generoso seguro de vida política tão bem usado por Lula em relação a 2002 e 2006.
3. Em seguida virão os dois palanques da Bahia. E depois os dois do Paraná, Ceará, S.Paulo… E por aí vai.
4. O recado é claro: tudo pela Dilma e todos os que mostrarem que mais um palanque soma votos sua campanha presidencial ouvirão um sonoro: - Que venham mais palanques!
(Do Ex-blog de César Maia)
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A eleição de Dilma para a Presidência da República é a prioridade maior do PT. Passará por cima dos aliados se for preciso. O bonzinho João Paulo está sendo alimentado pela mão que vai morder.
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quinta-feira, julho 23rd, 2009
Entre 29 de outubro de 1945 e 31 de janeiro de 1946, José Linhares foi presidente interino da República. No período, ele foi criticado pela imprensa da época por nomear parentes em demasia para cargos públicos. Filhos, filhas, noras, genros, irmãos, irmãs, sobrinhos, primos tornaram-se funcionários públicos exemplares do nepotismo sem vergonha: sequer compareciam ao trabalho.
Acuado pela imprensa, José Linhares respondeu com a maior tranquilidade: a Presidência da República é por pouco tempo, mas a família é para a vida toda. Assim, ele acabou seu breve mandato-tampão sem indispor-se com a família e dando bons cargos para os parentes.
O presidente do Senado, José Sarney, é um discípulo de José Linhares. É um homem de família.
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sexta-feira, julho 17th, 2009
PROMESSAS E IMPRENSA!
1. A concorrência na imprensa, hoje, passa pela velocidade com que se identificam e publicam os fatos e pela exclusividade nessa publicação. Mais ainda agora, com o jornalismo-online de profissionais e amadores. Na medida em que essa é uma lógica vertebral, aqueles que precisam da mídia espontânea para divulgar e dar legitimidade a suas ações precisam entrar nesta lógica: velocidade+exclusividade.
2. Assim são os governos. Todos os recursos que usam em publicidade valem politicamente menos que a cobertura espontânea. Alguns pensam que a publicidade pode criar boa vontade da imprensa. Bem, pode, no jornalismo periférico. Mas na grande imprensa, isso ou não ocorre sistematicamente, ou dura pouco. De um lado há a velha piada sobre a alternativa entre a notícia e a mãe. Do outro a concorrência, que não deixará para outro veículo a denúncia de um escândalo com seu anunciante.
3. Para os governos entrarem na lógica da velocidade-exclusividade, eles têm que renovar promessas todos os dias, seja um modo novo de enfrentar antigos problemas, seja uma ação ou obra nova. Não há dia que na grande imprensa -especialmente na imprensa escrita- os governantes não inventem uma nova promessa, de forma a conseguir destaque para ela. E quando garantem exclusividade, ela ganha destaque, por compromisso na exclusividade.
4. Animados com esse jogo, renovam promessas todos os dias. Muitas vezes com a apresentação dos projetos em atos cenográficos. Meses depois se vê que nada, absolutamente nada ocorreu. Um levantamento diagonal feito em capitais na grande imprensa das mesmas, mostra que pelo menos 80% dessas promessas de afogadilho fazem água.
5. Um assessor de imprensa de governos (sênior-aposentado) dizia que “pelo menos, se aquelas promessas locais frustram um bairro, podem ficar para os demais como se tivessem sido cumpridas e dão a sensação de um governo realizador”. O único perdedor nesse jogo de falsas-promessas é a credibilidade de quem publica. Um levantamento detalhado poderia comprovar com números exatos. Há tantas teses de mestrado e doutorado repetitivas ou inócuas na área de comunicação, que essa poderia ser uma delas.
(Do ex-blog de César Maia)
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quarta-feira, julho 15th, 2009
Em artigo do Jornal do Commercio, no dia 04 de julho de 2009, o jornalista Juracy Andrade, fala da referência de “coronel” ao comentar o papel político do ex-governador Miguel Arraes e fica chateado pela resposta dura do filho de Arraes, Lula, contestando a acusação de coronelismo. O jornalista diz não entender a reação do filho em defesa da memória do pai.
Veja o trecho do artigo em que ele faz referência ao fato. As vezes, figuras públicas são detratadas apenas por terem uma vida pública. Se esquecem, os detratores, que essas figuras têm família, filhos, amigos.
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A propósito de críticas, recebi e-mail de um filho de Miguel Arraes reclamando porque chamei seu ilustre pai de “coronel” no livro de Ana Maria. De fato disse isso, em um parêntese absolutamente dispensável, em meio a elogios pela posição do então prefeito do Recife, como negociador e conciliador durante aquela greve. Mas o reclamante não argumenta, partindo para a costumeira desqualificação de quem pensa diferente: “Sei apenas de si que é um medíocre jornalista, cronista do JC. Me falaram ainda que o senhor, ou senhora, seria ligado ao PPS ” (Vôte!).
No blog de Antônio Magalhães, ele volta à desqualificação: “Todo adjetivo pejorativo pronunciado por gente sem caráter é elogio. Gostaria de agradecer ao sr. Juracy Andrade ter chamado meu pai, Miguel Arraes, no livro de Ana Maria César (que, aliás, recomendo vivamente), de coronel. Evidentemente que em termos pejorativos, como já o disse. Viva: vale um elogio. Fique com Roberto Freire et caterva, sr. JA” (??!!). Terminou meu espaço. Continuo sábado.
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quarta-feira, julho 15th, 2009
O jornalista Juracy Andrade envolveu-se com uma polêmica com o filho do ex-governador Arraes, Lula Arraes, por tratar o político como “coronel”, no sentido pejorativo da política. A reação do filho foi indignada. O jornalista tenta neste artigo explicar-se, mas no livro citado por ele - de Ana Maria César, ele admite que trabalhou com Arraes “quando ainda não era coronel”, o que mantém a discussão com a família do ex-governador.
Nos posts abaixo, dois deles republicados, se pode entender a querela do jornalista com o ex-governador. Abaixo, artigo de Juracy Andrade publicado no Jornal do Commercio, 11 de julho de 2009.
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Pretendia completar comentários sobre crítica a uma observação minha no livro de Ana Maria César A faculdade sitiada. Mas amigos meus e do meu crítico entraram no circuito e decidi dar uma resposta teórica, sobre o coronelismo brasileiro, que está na essência da nossa política. Não posso, porém, deixar de repudiar minha associação a um não partido como o PPS e a Roberto Freire. Só quero distância de quem pretendeu tirar lã do PCB (o velho Partidão) e saiu tosquiado.
Mas transcrevo, não devido a surto masoquista, mas para que se veja como se faz uma desconstrução, o comentário de um tal de Emídio (Cavalcanti), em um blog (este blog não citado pelo autor): “ por isso tem fama de bobo, quer agradar a todos. Na verdade, me parece confuso, já foi padre, é comunista, agrada a JCPM (é editorialista do JC, no copia-cola, claro. Este senhor é cansativo. Vamos deixar ele em sua pobre existência. Vida minúscula. Carreira de puxa-saco”. Caros leitores, pelo que vocês veem, é levar longe demais a opção pela desqualificação de quem pensa diferente. Cadê a argumentação? Gente, até o presidente do SJCC foi puxado para a catilinária. Será que, para esse Emídio, só se pode ter um emprego puxando o saco do patrão? Vige! Será que ele age assim? Ou é aposentado de nascença?
Aos fatos. Infelizmente, a nossa política é basicamente coronelista. Os coronéis políticos são a continuação dos donatários, do patrimonialismo que rege a nossa política, economia. O termo não é necessariamente pejorativo, tanto que os velhos coronéis gostavam de ostentá-lo. Há também o coronelismo urbano, e os coronéis urbanos repudiam a designação.
Miguel Arraes é um dos poucos políticos brasileiros que merecem honras e loas. Fui eleitor dele, e militante rolando por morros, córregos e alagados, fazendo campanha política com a Frente do Recife. Tenho amigos até hoje ligados a ele, como Fernando Correia, do TCE, Antônio Portela, do JC, Evaldo Costa, secretário de Imprensa do governo, Almeri Bezerra, que morou na casa dele em Argel, Garibaldi Otávio, que foi oficial de gabinete de Arraes no seu primeiro governo e hoje é assessor do governador Eduardo Campos. Entre outros.
O único filho de Pai Arraia (como o chamavam os matutos) que conheci é José Almino. Ele tinha uns 18 anos na época, mas gostava de conversar com gente mais velha. Batemos bons papos no Departamento de Documentação e Cultura, onde eu dava aulas de francês, ou de italiano. Depois do golpe, nunca mais o vi. Eu teria gostado de ouvir explicações de Arraes sobre cobranças de vários exilados a respeito de acontecidos durante o exílio. Antes do golpe, também conheci Violeta Gervaiseau, irmã dele, e algum tempo atrás tive oportunidade de conhecer dona Madalena Arraes, através da amiga comum Leda Alves.
Fiquei tocado por sua dignidade e simpatia. Recordamos pessoas que foram contemporâneas dela como estudantes em Paris. Resolvi não tocar mais naquelas cobranças, assunto com o qual nada tenho diretamente. O que tiver de ser esclarecido se esclarecerá. Miguel Arraes entrou na política através de Barbosa Lima Sobrinho, um ícone da luta pela democracia no Brasil, mas que, aqui em Pernambuco, foi governador coronelista na legenda do PSD, partido dos coronelões. Nem foi eleito. O eleito foi Neto Campelo. Mas ele levou no tapetão.
A propósito do livro de Ana Maria, dia 28 de julho, na Livraria Saraiva do Shopping Recife, a partir das 19h, o trabalho será objeto de uma mesa de debates à qual estão convidados todos os interessados.
P.S. – Bendito o que vem em nome do Senhor! É a saudação dos católicos de Olinda e Recife ao novo arcebispo dom Fernando Saburido, homem de Deus, pastor misericordioso. O Vaticano, uma vez ou outra, até pode acertar. Reconstruir o que foi desmontado é que não vai ser fácil.
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quarta-feira, julho 15th, 2009
Miguel Arraes, governador de Pernambuco por três vezes, falecido em agosto de 2005, não pode descansar em paz. Os ataques contra ele continuam. O mais recente aconteceu no livro de Ana Maria César sobre a política pernambucana. O jornalista Juracy Andrade, articulista do Jornal do Commercio, qualifica, na publicação, Arraes como um “coronel” da política, confundindo liderança popular com práticas arcaicas de dominação do eleitorado.
A acusação de Andrade motivou um comentário indignado neste blog - no post “Comunista bonzinho de Juracy Andrade” - do filho do ex-governador, o médico Luís Cláudio Arraes. Ele saiu em defesa da memória do pai. Disse:
“Todo adjetivo pejorativo pronunciado por gente sem caráter é elogio. Gostaria de agradecer ao Sr. Juracy Andrade ter chamado meu pai, Miguel Arraes, no livro de Ana Maria César (que, aliás, recomendo vivamente), de coronel. Evidentemente que em termos pejorativos,como já o disse. Viva: vale um elogio. Fique com Roberto Freire et caterva Sr.J.A.
“Agradecer, eu posso. Elogiar, infelizmente, me é impossível. Seus artigos são de uma mediocridade de fazer dó. Por que não para de escrever tanta baboseira? Digo isto para o seu bem.
“Vale um Pálio zero KM quem chegar ao fim de um artigo deste desconhecido jornalista J.A”.
O comentário de Luís Arraes dá a medida do que é ser filho, de querer preservar a memória do pai, seja ele um homem público ou não.
E o comentário também poderia estabelecer a partir de agora critérios honestos de avaliação dos governos Arraes sem o ataque pessoal ao governante. Coisa difícil em Pernambuco, onde a vitória de um grupo passa necessariamente pela destruição do outro. E assim continua.
Por fim, vale a pena saber o que disse Franco Montoro, político paulista, ex-governador de São Paulo e contemporâneo de Arraes no combate à ditadura militar, aos 80 anos, em 1996, sobre o que é ser um homem público, que tem muito a ver com tudo isso:
“Eu sigo um ensinamento do padre Lebret: o importante é você se considerar um zé-ninguém a serviço de uma grande obra. Sou um zé-ninguém há 80 anos, mas posso olhar para trás com orgulho e para frente com esperança”.
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