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quinta-feira, 20-08-2009 |
O casal pernambucano Merval Jurema e Aninha Perruci mora em Angola. Os dois foram passar suas férias em Bostwana, ao lado da África do Sul e Moçambique. Participaram de um safari a cavalo no delta do rio Okavango. Merval é empresário da área de Educação em Tecnologia da Informação (Iteci), com negócios em Luanda, e Aninha é professora e trabalha para uma Ong internacional. Abaixo, o relato de Merval sobre o “descanso”:
Acabo de chegar de uma semana de férias em Botswana – país que tem como vizinhos, ao sul a`África do Sul, a oeste a Namíbia, a leste Moçambique, e ao norte o Zimbabwe, Tanzânia, Zâmbia e Angola.
Fui para um safari a cavalo, no delta do rio Okavango. Uma região que lembra o Pantanal – alguns meses alagados e outros de seca. Agora em Agosto a região estava alagada e passávamos de uma “ilha” para a outra, com a água no meio da canela dos cavalos, ou no máximo na barriga. Apenas duas vezes os cavalos tiveram de nadar e íamos boiando em cima deles.
Para chegar lá, foram 3 horas de voo, de Luanda para Johannesburg (maior cidade da África do Sul), e mais uma hora para Gaborone – capital de Botswana. De Gaborone fizemos 900km de carro, até Maun, cidade com cerca de 100.000 habitantes. De lá, pegamos uma avioneta (5 lugares) caquética e voamos cerca de 25 minutos, em direção ao centro do delta do Okavango, depois pegamos um helicóptero e voamos mais 10 minutos, até chegar ao nosso “acampamento”.
Na chegada foram reunidos todos os clientes (3 casais), explicaram a programação e nos deram um papel para assinar, onde nos informaram os dados do nosso “seguro de vida” e que conhecíamos os riscos que estávamos correndo e que em nenhuma hipótese iríamos processá-los, por qualquer coisa que nos acontecesse…
Nossa programação era de 5 a 6 horas de cavalgada, por dia, às vezes um passeio de barco, de caminhonete, ou a pé. Íamos sempre os 6 clientes, seguindo um guia e seguidos por mais outras pessoas (2 a 4 seguranças), todos em fila indiana e em silêncio total, para não chamar a atenção dos animais. O guia sempre estava armado de rifle e com um dispositivo que atirava balas de festim, ambos para situações de emergência.
Geralmente a nossa distância dos animais era de 100 a 50 metros. Quando atingíamos essa faixa, haviam os animais que fugiam (Zebras, Girafas, Gnus, antílopes em geral e aves), e aqueles que nos faziam fugir (Leões, Elefantes, Hipopótamos e Búfalos). Com esse segundo grupo de animais, tivemos dois encontros especiais: tínhamos atravessado de uma ilha para outra, já estávamos chegando, com agua no meio das canelas dos cavalos, quando nos deparamos com uns 8 elefantes, pastando. Eles pararam o que faziam, nos encararam por alguns minutos e, de repente, um deles deu aquele grito, balançou a cabeça e fez menção de atacar! Todos os cavalos tremeram e nós tentamos escapar devagarinho e sem dar as costas, conforme manda a regra em situações desse tipo. Nosso medo foi enorme, mas bem disfarçado, o susto e o medo dos cavalos, aparentemente foi muito maior do que o nosso.
Contudo, no dia seguinte, estávamos na nossa marcha, devagar e silenciosamente quando aparece, a cerca de 50 metros, uma família de leões! Os filhotes afastaram-se correndo e os adultos espalharam-se lateralmente, movimentos típicos que antecedem o ataque! Foi um cagaço generalizado, os cavalos ficaram incontroláveis, o guia disparou o tiro de festim e foi quase um salve-se quem puder! Quase meia hora depois ainda estávamos tensos e a cavalgar lentamente, sem saber se estávamos sendo seguidos, ou não…
Para completar, depois do jantar estávamos todos conversando, em redor de uma fogueira, quando ouvimos o barulho de um hipopótamo, bem próximo. Vale ressaltar que, depois do mosquito da malária, é ele o animal que mais mata em toda a África! A chefe do nosso grupo pegou uma lanterna e ficou “varrendo” as margens da lagoa, para afastá-lo. E ele sumiu. Mas quando fomos dormir, bastou eu e Aninha entrarmos na tenda e começamos a ouvir o bicho passeando e pastando em frente à nossa tenda!!!
Enfim, foram umas férias excelentes, almoço e jantar da melhor qualidade e regados a bons vinhos. Para quem gosta de cavalgar e de adrenalina, eis uma opção para as próximas férias, não percam!
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quinta-feira, 11-06-2009 |
Leiam trecho de reportagem da Folha:
(…)
Questionado sobre a informação — publicada por uma revista alemã e não confirmada — de que dois passageiros do vôo 447 da Air France seriam ligados ao terrorismo, Felix disse: “O acompanhamento é normal, obrigatório, saber quem estava dentro do avião, se tinha alguém suspeito, faz parte do trabalho de todas as inteligências do mundo”. “Enquanto não tiver uma confirmação, existem probabilidades maiores, menores”, completou.(…)
Se havia dois suspeitos de terrorismo no avião da Air France, embarcaram no Brasil e, pois, sob a responsabilidade do governo brasileiro, a quem cabe monitorar quem entra e quem sai do Brasil, com os recursos de Inteligência de que dispõe.
Eu ousaria dizer que o general Felix deu uma resposta bastante esquisita. Sim, claro, “é normal saber quem estava dentro do avião”. A pergunta foi outra: havia ou não suspeitos de ligação com grupos terroristas?
A expressão “enquanto não houver confirmação” quer dizer que há, de fato, uma suspeita, é isso? Ou convenham: o general poderia ter resolvido tudo com um simples “não”. Mas, como vimos, ele não pôde dizer “não”.
(Do blog Reinaldo Azevedo)
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quinta-feira, 11-06-2009 |
Uma estranha e pequena seqüência de fatos que talvez a memória curta do brasileiro não se lembre.
- É anunciado, no dia 26 de Maio, a prisão de um integrante da alta hierarquia da Al Quaeda em São Paulo.
- A França abre uma base naval no Estreito de Hormuz (Emirados Árabes Unidos). Este estreito fica entre o Emirados Árabes Unidos e o Irã, um dos maiores financiadores de terrorismo do Mundo - inclusive do Hezbollah, grupo libanês que conta com células na Tríplice Fronteira do Brasil, Argentina e Paraguai. Inauguração no dia 26 de Maio.
- No dia 27 de Maio um avião da Air France teve que ser evacuado, na Argentina, após uma ligação anônima informando que haveria uma bomba à bordo.
- O avião da Air France, voo 447 (Rio-Paris), desaparece de forma misteriosa, no meio do Oceano Atlântico, no fim do dia 31 de Maio.
- Na lista de passageiros do Voo AF 447 há dois marroquinos e cinco libaneses.
- Segundo o Jornal Francês L’Express o serviço de Informação Francês identificou dois nomes da lista de passageiros com ligações com o terrorismo islâmico.
- O GSI (Gabinete de Segurança Institucional) anuncia, na quarta feira (10 de junho), a criação de um núcleo para prevenir e combater possíveis atividades terroristas no país - o “Núcleo do Centro de Coordenação das Atividades de Prevenção e Combate ao Terrorismo”.
Descartar a hipótese de Terrorismo no voo 447 porque nenhum grupo assumiu a autoria do ataque é um argumento de quem nunca estudou profundamente o assunto. Um dos fortes indícios seria a ausência de qualquer comunicação do piloto com as torres (fato extremamente incomum em acidentes aéreos).
Eu acredito que podemos estar enfrentando uma nova característica do Terrorismo - a não autoria explicitamente reivindicada dos ataques. Usando a Dúvida como arma de grande efetividade nos questionaremos a cada desastre se foi um mero acidente ou um ataque terrorista.
A baixa segurança nos aeroportos brasileiros e ausência de informação e prevenção do Governo neste tipo de assunto pode estar sendo usada por grupos para o planejamento, financiamento e execução de Terrorismo, principalmente da vertente islâmica.
(Do site www.securitasetveritas.com )
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sexta-feira, 22-05-2009 |
Suposta presença de terroristas em Foz do Iguaçu e região volta à mídia
Daniele Rodrigues - Click Foz do Iguaçu
A presença de simpatizantes e até de membros de grupos terroristas em Foz do Iguaçu e região volta a ser pauta na mídia internacional. Quem traz a discussão novamente a público é Philip Abbott, tenente-coronel do Exército dos EUA.
Com o título “A ameaça terrorista na área da tríplice fronteira: mito ou realidade?”, publicado no dia 13/05, no site www.securitasetveritas.com, que versa sobre temas de segurança e terrorismo mundial, o militar defende que a região da tríplice fronteira (Foz do Iguaçu/BR, Ciudad del Este/PY e Puerto Iguazu/ARG) é a área ideal para o surgimento de grupos terroristas, porque a fiscalização é precária e as atividades ilícitas são abundantes, como lavagem de dinheiro, venda de armas e tráfico de drogas e pirataria. O tenente-coronel afirma, ainda, que esse cenário é favorável ao financiamento dos supostos grupos e facilita o acesso a armas e tecnologias.
Philip vai além e coloca a população dessas três cidades como coniventes e até apoiadoras de possíveis grupos terroristas. Segundo ele, os supostos terroristas “podem entrar e sair e também se esconder sem muitos problemas, contando ainda com uma população compassiva de onde recrutam novos membros e disseminam mensagens globais”.
Apesar da pesada crítica aos moradores e ao governo –especialmente no que tange a precária fiscalização – o militar norte-americano destaca que a área não é o centro para a guerra total contra o terrorismo, porém tem um lugar importante na estratégia contra o mesmo.
Repercussão – No Brasil, as palavras do tenente-coronel começam a repercutir. O jornalista Antônio Magalhães reproduz as discussões em seu blog.
A especulação da mídia sobre a presença de grupos terroristas e simpatizantes na fronteira é de longa data, em especial após o ataque as torres gêmeas, em 11 de setembro de 2001, quando a “vulnerabilidade e a insegurança na Tríplice Fronteira” foram pautas recorrentes na imprensa internacional.
NOTA DA EDITORA: O portal Click Foz do Iguaçu respeita a livre expressão do tenente-coronel Philip Abbott e nem entra no mérito se existe ou não grupos terroristas por aqui. No entanto, cabe uma ressalva importante quanto ao perigo da acusação sem provas. Mais uma vez, as acusações são gerais e sem provas concretas. Além disso, engloba todos os moradores, sem distinção, num total desrespeito às pessoas dignas e de bem que residem na região. A publicação dessa pauta pelo portal ClickFoz é apenas um alerta de acusações feitas contra Foz do Iguaçu e região sem, muitas vezes, existir qualquer defesa ou posicionamento oficial das cidades atingidas.
http://www.clickfozdoiguacu.com.br/foz-iguacu-noticias/imprimir/suposta-presenca-de-terroristas-em-foz-do-iguacu-e-regiao-volta-a-midia
Comento
De fato, Foz de Iguaçu abriga também pessoas de bem e dignas. Como todas cidades brasileiras. Mas abriga, como outras cidades do País, pessoas suspeitas. O apoio ao terror é dado por uma rede de pessoas nefastas à sociedade. As pessoas de bem não podem se calar. Muitas vidas estão em jogo.
Reveja a nota abaixo neste blog -Foz de Iguaçu não tem só bugiganga
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sexta-feira, 15-05-2009 |
A tríplice fronteira na América Latina delimitada pelas cidades de Porto Iguazu, na Argentina, Cidade do Leste, no Paraguai, e Foz do Iguaçu, no Brasil, é a área ideal para o surgimento de grupos terroristas. Pode-se dizer que a lei nessa área não é muito fiscalizada e as atividades ilícitas são abundantes, gerando bilhões de dólares anualmente com lavagem de dinheiro, venda de armas e tráfico de drogas, falsificação de dinheiro e documentos e pirataria.
Oferece ainda aos terroristas um financiamento em potencial, acesso ilegal a armas e tecnologias avançadas; podem entrar e sair e também se esconder sem muitos problemas, contando ainda com uma população compassiva de onde recrutam novos membros e disseminam mensagens globais. Embora essa área não seja atualmente o centro de gravidade para a guerra total contra o terrorismo, ela tem um lugar importante na estratégia contra o mesmo.
A Tríplice Fronteira e o Terrorismo Global
A área da tríplice fronteira é o maior centro de contrabando da América do Sul e onde se encontra uma comunidade árabe e muçulmana grande e ativa. A maioria é muçulmanos Xiita e a minoria é Sunita, havendo ainda uma pequena população de cristãos emigrados do Líbano, Síria, Egito e dos territórios palestinos, aproximadamente 50 anos atrás. A maioria desses imigrantes árabes vive do comércio na Cidade do Leste, mas reside em Foz do Iguaçu na margem brasileira do Rio Iguaçu.
Segundo John Price, perito em terrorismo internacional, “a economia predominante na Cidade do Leste consiste de atividades ilegais, sendo principal o contrabando, a pirataria de software e música e a lavagem de dinheiro, oriundo da venda de cocaína”.
A Cidade do Leste tem aproximadamente 55 bancos e casas de câmbio diferentes. Os Estados Unidos avaliam que 6 bilhões de dólares, por ano, resultantes de fundos ilegais são lavados ali, quantidade equivalente a 50% do produto bruto doméstico do Paraguai. Carlos Altemberger, chefe da unidade antiterrorista do Paraguai, afirma que os terroristas financiam suas operações, em parte, remetendo dólares da Cidade do Leste para o Oriente Médio.
O embaixador Philip Wilcox, ex-Coordenador de Contraterrorismo do Departamento de Defesa, testemunhou diante do Comitê de Relações Internacionais da Câmara de Deputados dos EUA, que as atividades do Hezbollah na tríplice fronteira já estiveram envolvidas com narcóticos, contrabando e terrorismo. Muitos acreditam que na comunidade árabe e muçulmana da tríplice fronteira residem simpatizantes terroristas atuantes com ligações diretas com o grupo terrorista shiita libanês pró-iraniano Hezbollah, com o grupo fundamentalista palestino Hamas, com grupo egípcio islâmico Jihad e até mesmo com a Al-Qaeda.
Entretanto, líderes árabes e muçulmanos na tríplice fronteira afirmam que seus membros são pessoas com opiniões políticas moderadas, que têm vivido em harmonia com o resto da população por muitos anos e que têm rejeitado pontos de vista extremos e terrorismo. A maioria dos 20.000 árabes e muçulmanos que vivem na área da tríplice fronteira diz que seria impossível para os terroristas se esconderem entre eles e negar qualquer envio de dinheiro para o Hezbollah. Entretanto, uma minoria dos árabes e muçulmanos não esconde sua simpatia e apoio financeiro para o Hezbollah, a qual, segundo eles, é um partido político libanês legítimo.
As autoridades argentinas acreditam que o Hezbollah é muito ativo nessa área. Eles atribuem aos extremistas do Hezbollah a explosão de um carro-bomba ocorrida no dia 17 de março de 1992, em Buenos Aires, na frente da Embaixada de Israel. Acreditam ainda que, com o auxílio do Irã, o Hezbollah foi o responsável pelo ataque com um carro-bomba contra o principal prédio do Centro da Comunidade Judaica (AMIA), em Buenos Aires, no dia 18 de julho de 1994, em protesto ao acordo de paz entre israelitas e jordanianos naquele ano.
Leia o texto completo desta análise do Tenente-coronel Philip k. Abbott, do Exército dos EUA, no site www.securitasetveritas.com. Esse site posta temas de segurança e terrorismo mundial em português e em inglês.
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terça-feira, 27-01-2009 |
A programação da Assembléia Legislativa na TV, veiculada na noite de quinta, 22, pela TV Universitária do Recife, exibiu um debate sobre o conflito entre israelenses e palestinos na Faixa de Gaza.
Participaram o professor de História Judaica, Jader Tachlitsky, representando a comunidade israelita local, e Jaime Asfora, neto de palestinos, advogado e presidente da OAB-PE. A mediação foi do jornalista Antonio Magalhães.
Abaixo, alguns trechos do debate na televisão, o primeiro feito por uma emissora local:
Origem do conflito
Jader Tachlitsky
Não considero que a criação do Estado de Israel seja a causa do sofrimento do povo palestino. Para mim, a causa dos conflitos é não aceitação do direito de Israel de existir e conviver dentro do mundo árabe.
O Estado de Israel é mais ou menos do tamanho Sergipe. Tem 20 mil quilômetros quadrados. O mundo árabe é de aproximadamente 13 milhões de quilômetros quadrados, o que equivale a toda America do Sul. Por isso acho que não é inviável a existência de um pequeno estado judeu convivendo dentro do grande mundo árabe.
Jaime Asfora
Hoje é inconteste, tanto pelos israelenses, como pelos palestinos, de que há um território palestino em Gaza e na Cisjordânia. Deve-se contextualizar essa questão. Desde 1967, depois da Guerra dos Seis Dias, a ONU, Estados Unidos e o mundo todo sabe da necessidade da criação de um Estado Palestino. E por que ele não existe? É muito mais por conta dos extremismos, tanto do lado israelense, como do lado dos radicais palestinos. Ambas as sociedades querem a paz e não a guerra.
Acho que há caminhos para se chegar à paz. O processo já amadureceu muito, como disse o professor Jáder, sobretudo nos acordos de Oslo (Noruega). Esses acordos de 1993 foram tão bem feitos que deram o prêmio Nobel da Paz a Itzak Rabin (primeiro ministro israelense) e a Yasser Arafat, presidente da OLP, representante do povo palestino. Rabin foi assassinado por um extremista israelense, Arafat morreu e Bill Clinton não conseguiu concluí-los no seu mandato. Mas faltou pouco, chegou bem perto de uma solução para a região.
Estes acordos previam o término dos conflitos, a abertura das negociações sobre os territórios ocupados, a retirada de Israel do sul do Líbano e a questão do status de Jerusalém.
Como disse o professor Jader, se o Egito fez a paz com Israel, se já há tratativas em vários países do mundo em busca da paz, se já houve quase a consolidação dos acordos de Oslo, não é possível que palestinos e israelenses não encontrem a paz, superando um sofrimento inesgotável para ambos os povos.
Obama vai ajudar na resolução do conflito entre israelenses e palestinos?
Jaime Asfora
Acho que hoje vivemos um momento interessante, apesar da violência em Gaza: a posse do presidente americano Barack Obama. Já há a intermediação da ONU, da Rússia e da União Européia, mas ela não é suficiente sem os Estados Unidos.
Jader Tachlitsky
Barack Obama é um facilitador para um acordo de paz. Acho que todo mundo espera que ele venha a ser o impulsionador do processo de paz do Oriente Médio.
O único entrave que eu vejo agora é não haver negociação direta entre o governo de Israel e a Autoridade Palestina. Muita coisa já tem consenso. Existe ainda a questão de Jerusalém, cidade que os palestinos querem fazer sua capital. Isso precisa ser mais bem negociado, mas acredito que já existe um caminho político para a paz.
Dentro do processo, o Hamas vem boicotando as negociações. Por isso o povo palestino vai ter que tomar para si esta responsabilidade e saber quem realmente está lutando por seus interesses e quem luta contra seus interesses. Porque, no momento em que se consolidar uma liderança palestina em busca dos acordos de paz, o caminho estará aberto para a sua concretização.
A propaganda exacerbou a vitimização dos palestinos nesse conflito?
Jaime Asfora
O que houve foi uma reação desproporcional do Governo de Israel às agressões do Hamas. Foram lançados milhares de foguetes contra Israel, mas a incursão dos israelenses foi desproporcional, matando centenas de crianças e civis. Veículos de comunicação sérios e independentes mostraram o desrespeito à Convenção de Genebra. A guerra não tem ética, mas deve ter regras. A Convenção de Genebra diz que, numa guerra não se pode matar refugiados em escolas e três delas da ONU foram bombardeadas. Mais de 400 crianças morreram no conflito.
Acho que o peso do ataque à Gaza foi proporcional à impopularidade do atual governo de Israel às vésperas de uma eleição. Aproveitando a proximidade da saída de George Bush, os políticos judeus tentaram se cacifar diante do eleitorado de Israel e aproveitar os últimos momentos complacentes de um governo americano verdadeiramente criminoso.
Jader Tachlitsky
Toda guerra é trágica. Sensibiliza a todos, principalmente quando tem inocentes mortos. É difícil para a opinião pública entender quando um governo toma uma atitude drástica e tem que assumir o ônus dessa medida.
Israel respondeu aos ataques do Hamas, não de um dia ou de um mês, mas agressões de alguns anos contra seu território. A permanência do conflito na Faixa de Gaza impediu que tanto os israelenses como os palestinos pudessem trabalhar ali para sua prosperidade. Essa área foi transformada num bunker, com muitas armas, um grande arsenal com objetivo de atacar Israel.
Quando o Hamas lança um foguete de Gaza a esmo contra uma cidade israelense não tem a precisão onde ele pode cair: numa escola, numa casa ou hospital, em qualquer lugar. A arma tem o objetivo deliberado de promover vítimas civis. Israel promoveu as ações de guerra depois que foi quebrada pelo Hamas uma trégua de seis meses, saudada com o lançamento de centenas de foguetes contra cidades israelenses, inclusive as que não tinham sido vitimadas anteriormente. A questão do foguete do Hamas fazer poucas vítimas ou muitas vítimas em Israel depende apenas do acaso, de onde ele cai.
Israel respondeu fogo contra as instalações de onde partiam os foguetes. Infelizmente o Hamas não teve apreço por sua população civil. Ele usou a população palestina civil como escudo, usou-a criminosamente colocando-a no front de guerra ao misturá-la aos combatentes. Soube-se que o Hamas entrava à força na casa de cidadãos palestinos para usar suas residências como base de lançamento de foguetes, impondo riscos a essas famílias. É muito importante que se diga que Israel respondeu aos ataques do Hamas e não da população civil de Gaza. Não foi um conflito contra o mundo árabe ou contra o povo palestino, mas contra o Hamas.
Em qualquer conflito, a primeira preocupação de um governante, de um exército é proteger a população civil. Infelizmente, o Hamas nunca teve esse tipo de preocupação.
Jaime Asfora
Concordo com o professor Jader, o Hamas não tem tido essa preocupação. O Hamas não é bom para o povo palestino, mas é preciso que haja negociação. Negociação que conta com a disposição do povo palestino e acredito também dos israelenses. E ela deve ser feita com ajuda de atores internacionais relevantes, como o Quarteto da Paz, a ONU, a Rússia, a União Européia e os Estados Unidos. Acredito que os palestinos querem entrar no Estado de Israel para trabalhar e consumir, como os israelenses querem ir a Cisjordânia passear, fazer compras, visitar amigos. Creio que é possível fazer a paz num ambiente de conciliação, onde a diplomacia vença a guerra e a violência.
Jader Tachlitsky
Israel conseguiu ao longo de 63 anos construir uma sociedade moderna e democrática, economicamente viável, com alto índice de educação, com muitos doutores universitários e desenvolvimento de alta tecnologia. Tudo isso num ambiente de guerra. Imagine o que Israel pode conseguir num ambiente de paz para ser compartilhado por todo o Oriente Médio. Israelenses e palestinos têm muito a construir num ambiente de paz.
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quarta-feira, 21-01-2009 |
O presidente venezuelano, Hugo Chávez, começará nesta quinta, 22, a ser colunista de sete jornais do país, sendo um nacional, Últimas Notícias, e os demais regionais. A coluna de Chávez terá o nome de “As linhas de Chávez”. O presidente disse que o objetivo é “dar voz aos que não têm voz”, referindo-se ao espaço que não teria na mídia tradicional.
“Eu gosto de escrever, só que às vezes não dá muito tempo, é verdade, mas vou encontrar tempo”, disse o presidente venezuelano. No primeiro texto, Chávez evocará seu passado, falará da época em que era jogador de futebol. Os textos de Chávez serão publicados nas publicações toda terça, quinta e domingo.
Com informações da Reuters.
Chávez já vem fazendo televisão, agora maltrata o idioma espanhol arriscando-se como jornalista. Já fechou o canal de TV mais popular da Venezuela por não suportar suas críticas. E agora entra na imprensa escrita. Em breve jornais oposicionistas podem fechar. É a democracia chavista, aquela das reeleições perpétuas. Democracia sem intermediação, sem congresso, sem juízes e sem imprensa.
PS - Hei, Chávez. Cadê a parcela do investimento da PDVSA na refinaria Abreu e Lima, em Suape?
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quinta-feira, 08-01-2009 |
Yo no había nacido cuando en abril de 1961 se declaró el carácter socialista del proceso cubano. “Esta es la revolución socialista de los humildes, por los humildes y para los humildes…” anunció Fidel Castro cerca de las premonitorias puertas del cementerio de Colón. Muchos que lo escucharon, jubilosos y optimistas, suponían que el primer propósito revolucionario sería que dejara de haber gente humilde. Con esa ilusión, salieron a defender un futuro sin pobreza.
Al observar a los actuales destinatarios de lo anunciado hace casi cincuenta años, me pregunto cuándo la prosperidad dejará de verse como contrarrevolucionaria. ¿Querer vivir en una casa a la que el viento no logre arrancarle el techo dejará de ser -algún día- una debilidad pequeño burguesa? Todas las carencias materiales que percibo cuestionan el sentido de este colosal vuelco en la historia del país, sólo para que dejara de haber ricos, al precio de que hubiera tantos pobres.
Si al menos fuéramos más libres. Si todas esas necesidades materiales no se plasmaran también en una larga cadena que hace a cada ciudadano un siervo del Estado. Si la condición de humildes fuera una elección voluntariamente asumida y especialmente practicada por quienes nos gobiernan. Pero no. La renovada exaltación de la humildad lanzada por Raúl Castro este primero de enero nos confirma lo aprendido en décadas de crisis económica: que la pobreza es un camino que lleva a la obediencia.
Da blogueira Yoani Sanchez, de Havana
www.desdecuba.com/generaciony
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terça-feira, 06-01-2009 |
Mudar as palavras - João Pereira Coutinho (Folha de S.Paulo/Blog Reinaldo Azevedo)
Israel está novamente em guerra com os terroristas do Hamas, e não existe comediante na face da Terra que não tenha opinião a respeito. Engraçado. Faz lembrar a última vez que estive em Israel e ouvi, quase sem acreditar, um colega meu, acadêmico, que em pleno Ministério da Defesa, em Jerusalém, começou a “ensinar” os analistas do sítio sobre a melhor forma de acabarem com o conflito. Israel luta há 60 anos por reconhecimento e paz.
Mas ele, professor em Coimbra, acreditava que tinha a chave do problema. Recordo a cara dos israelenses quando ele começou o seu delírio. Uma mistura de incredulidade e compaixão.
Não vou gastar o meu latim a tentar convencer os leitores desta Folha sobre quem tem, ou não tem, razão na guerra em curso. Prefiro contar uma história.
Imaginem os leitores que, em 1967, o Brasil era atacado por três potências da América Latina. As potências desejavam destruir o país e aniquilar cada um dos brasileiros. O Brasil venceria essa guerra e, por motivos de segurança, ocupava, digamos, o Uruguai, um dos agressores derrotados.
Os anos passavam. A situação no ocupado Uruguai era intolerável: a presença brasileira no país recebia a condenação da esmagadora maioria do mundo e, além disso, a ocupação brasileira fizera despertar um grupo terrorista uruguaio que atacava indiscriminadamente civis brasileiros no Rio de Janeiro ou em São Paulo.
Perante esse cenário, o Brasil chegaria à conclusão de que só existiria verdadeira paz quando os uruguaios tivessem o seu Estado, o que implicava a retirada das tropas e dos colonos brasileiros da região. Dito e feito: em 2005, o Brasil se retira do Uruguai convencido de que essa concessão é o primeiro passo para a existência de dois Estados soberanos: o Brasil e o Uruguai.
Acontece que os uruguaios não pensam da mesma forma e, chamados às urnas, eles resolvem eleger um grupo terrorista ainda mais radical do que o anterior. Um grupo terrorista que não tem como objetivo a existência de dois Estados, mas a existência de um único Estado pela eliminação total do Brasil e do seu povo.
É assim que, nos três anos seguintes à retirada, os terroristas uruguaios lançam mais de 6.000 foguetes contra o Sul do Brasil, atingindo as povoações fronteiriças e matando indiscriminadamente civis brasileiros. A morte dos brasileiros não provoca nenhuma comoção internacional.
Subitamente, surge um período de trégua, mediado por um país da América Latina interessado em promover a paz e regressar ao paradigma dos “dois Estados”. O Brasil respeita a trégua de seis meses; mas o grupo terrorista uruguaio decide quebrá-la, lançando 300 mísseis, matando civis brasileiros e aterrorizando as populações do Sul.
Pergunta: o que faz o presidente do Brasil?
Esqueçam o presidente real, que pelos vistos jamais defenderia o seu povo da agressão.
Na minha história imaginária, o presidente brasileiro entenderia que era seu dever proteger os brasileiros e começaria a bombardear as posições dos terroristas uruguaios. Os bombardeios, ao contrário dos foguetes lançados pelos terroristas, não se fazem contra alvos civis -mas contra alvos terroristas. Infelizmente, os terroristas têm por hábito usar as populações civis do Uruguai como escudos humanos, o que provoca baixas civis.
Perante a resposta do Brasil, o mundo inteiro, com a exceção dos Estados Unidos, condena veementemente o Brasil e exige o fim dos ataques ao Uruguai.
Sem sucesso. O Brasil, apostado em neutralizar a estrutura terrorista uruguaia, não atende aos apelos da comunidade internacional por entender que é a sua sobrevivência que está em causa. E invade o Uruguai de forma a terminar, de um vez por todas, com a agressão de que é vítima desde que retirou voluntariamente da região em 2005.
Além disso, o Brasil também sabe que os terroristas uruguaios não estão sós; eles são treinados e financiados por uma grande potência da América Latina (a Argentina, por exemplo). A Argentina, liderada por um genocida, deseja ter capacidade nuclear para “riscar o Brasil do mapa”.
Fim da história? Quase, leitores, quase. Agora, por favor, mudem os nomes. Onde está “Brasil”, leiam “Israel”. Onde está “Uruguai”, leiam “Gaza”. Onde está “Argentina”, leiam “Irã”. Onde está “América Latina”, leiam “Oriente Médio”. E tirem as suas conclusões. A ignorância tem cura. A estupidez é que não.
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terça-feira, 06-01-2009 |
Quem quer conhecer a realidade da Cuba de Fidel tem que acessar o site www.desdecuba.com/generaciony . A cobertura dos 50 anos da Revolução Cubana feita por um jornal local foi infame. Era melhor publicar logo os releases do Ministério da Informação Cubano. Não se pode discutir a ideologia do jornalista que foi a Cuba para escrever sobre o tema, mas sim o que foi publicado. Distorce a realidade cubana e faz propaganda política. É curioso que o tal jornal aceite matérias equivocadas propositadamente. Não faz parte da sua história recente. E não há editor internacional que não saiba o que se passa em Cuba. Foi desleixo ou submissão às patrulhas ideológicas, que querem manter a fantasia castrista.
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