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Posts da Categoria ’Ciência’

Aquecimento global é manipulação de dados

segunda-feira, 14-12-2009 |

Com 40 anos de experiência em estudos do clima no planeta, o meteorologista da Universidade Federal de Alagoas Luiz Carlos Molion apresenta ao mundo o discurso inverso ao apresentado pela maioria dos climatologistas. Representante dos países da América do Sul na Comissão de Climatologia da Organização Meteorológica Mundial (OMM), Molion assegura que o homem e suas emissões na atmosfera são incapazes de causar um aquecimento global. Ele também diz que há manipulação dos dados da temperatura terrestre e garante: a Terra vai esfriar nos próximos 22 anos

Em entrevista ao UOL, Molion foi irônico ao ser questionado sobre uma possível ida a Copenhague: “perder meu tempo?” Segundo ele, somente o Brasil, dentre os países emergentes, dá importância à conferência da ONU. O metereologista defende que a discussão deixou de ser científica para se tornar política e econômica, e que as potências mundiais estariam preocupadas em frear a evolução dos países em desenvolvimento.

Molion também falou neste domingo, 13, para o Canal Livre da TV Bandeirantes, TV Clube no Recife. O trecho da entrevista à UOL sintetiza bem o que ele falou na TV. E colabora para por fim a esta histeria do aquecimento global.

UOL: Se há tantos dados técnicos, por que essa discussão de aquecimento global? Os governos têm conhecimento disso ou eles também são enganados?

Molion: Essa é a grande dúvida. Na verdade, o aquecimento não é mais um assunto científico, embora alguns cientistas se engajem nisso. Ele passou a ser uma plataforma política e econômica. Da maneira como vejo, reduzir as emissões é reduzir a geração da energia elétrica, que é a base do desenvolvimento em qualquer lugar do mundo. Como existem países que têm a sua matriz calcada nos combustíveis fósseis, não há como diminuir a geração de energia elétrica sem reduzir a produção.

UOL: Isso traria um reflexo maior aos países ricos ou pobres?

Molion: O efeito maior seria aos países em desenvolvimento, certamente. Os desenvolvidos já têm uma estabilidade e podem reduzir marginalmente, por exemplo, melhorando o consumo dos aparelhos elétricos. Mas o aumento populacional vai exigir maior consumo. Se minha visão estiver correta, os paises fora dos trópicos vão sofrer um resfriamento global. E vão ter que consumir mais energia para não morrer de frio. E isso atinge todos os países desenvolvidos.

UOL: O senhor, então, contesta qualquer influência do homem na mudança de temperatura da Terra?

Molion: Os fluxos naturais dos oceanos, polos, vulcões e vegetação somam 200 bilhões de emissões por ano. A incerteza que temos desse número é de 40 bilhões para cima ou para baixo. O homem coloca apenas 6 bilhões, portanto a emissões humanas representam 3%. Se nessa conferência conseguirem reduzir a emissão pela metade, o que são 3 bilhões de toneladas em meio a 200 bilhões?Não vai mudar absolutamente nada no clima.

UOL: O senhor defende, então, que o Brasil não deveria assinar esse novo protocolo?

Molion: Dos quatro do bloco do BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China), o Brasil é o único que aceita as coisas, que “abana o rabo” para essas questões. A Rússia não está nem aí, a China vai assinar por aparência. No Brasil, a maior parte das nossas emissões vem da queimadas, que significa a destruição das florestas. Tomara que nessa conferência saia alguma coisa boa para reduzir a destruição das florestas.

UOL: Mas a redução de emissões não traria nenhum benefício à humanidade?

Molion: A mídia coloca o CO2 como vilão, como um poluente, e não é. Ele é o gás da vida. Está provado que quando você dobra o CO2, a produção das plantas aumenta. Eu concordo que combustíveis fósseis sejam poluentes. Mas não por conta do CO2, e sim por causa dos outros constituintes, como o enxofre, por exemplo. Quando liberado, ele se combina com a umidade do ar e se transforma em gotícula de ácido sulfúrico e as pessoas inalam isso. Aí vêm os problemas pulmonares.

UOL: Se não há mecanismos capazes de medir a temperatura média da Terra, como o senhor prova que a temperatura está baixando?

Molion: A gente vê o resfriamento com invernos mais frios, geadas mais fortes, tardias e antecipadas. Veja o que aconteceu este ano no Canadá. Eles plantaram em abril, como sempre, e em 10 de junho houve uma geada severa que matou tudo e eles tiveram que replantar. Mas era fim da primavera, inicio de verão, e deveria ser quente. O Brasil sofre a mesma coisa. Em 1947, última vez que passamos por uma situação dessas, a frequência de geadas foi tão grande que acabou com a plantação de café no Paraná.

UOL: E quanto ao derretimento das geleiras?

Molion: Essa afirmação é fantasiosa. Na realidade, o que derrete é o gelo flutuante. E ele não aumenta o nível do mar.

UOL: Mas o mar não está avançando?

Molion: Não está. Há uma foto feita por desbravadores da Austrália em 1841 de uma marca onde estava o nível do mar, e hoje ela está no mesmo nível. Existem os lugares onde o mar avança e outros onde ele retrocede, mas não tem relação com a temperatura global.

UOL: O senhor viu algum avanço com o Protocolo de  Kyoto?

Molion: Nenhum. Entre 2002 e 2008, se propunham a reduzir em 5,2% as emissões e até agora as emissões continuam aumentando. Na Europa não houve redução nenhuma. Virou discursos de políticos que querem ser amigos do ambiente e ao mesmo tempo fazer crer que países subdesenvolvidos ou emergentes vão contribuir com um aquecimento. Considero como uma atitude neocolonialista.

UOL: O que a convenção de Copenhague poderia discutir de útil para o meio ambiente?

Molion: Certamente não seriam as emissões. Carbono não controla o clima. O que poderia ser discutido seria: melhorar as condições de prever os eventos, como grandes tempestades, furacões, secas; e buscar produzir adaptações do ser humano a isso, como produções de plantas que se adaptassem ao sertão nordestino, como menor necessidade de água. E com isso, reduzir as desigualdades sociais do mundo.

UOL: O senhor se sente uma voz solitária nesse discurso contra o aquecimento global?

Molion: Aqui no Brasil há algumas, e é crescente o número de pessoas contra o aquecimento global. O que posso dizer é que sou pioneiro. Um problema é que quem não é a favor do aquecimento global sofre retaliações, têm seus projetos reprovados e seus artigos não são aceitos para publicação. E eles [governos] estão prejudicando a Nação, a sociedade, e não a minha pessoa.

Burle Marx foi expulso de Pernambuco

sexta-feira, 07-08-2009 |

No centenário de nascimento do paisagista Roberto Burle Marx, conhecido por seu vanguardismo na montagem de praças e jardins urbanos com a flora nacional, vale contar algumas histórias sobre sua vida, passada em parte no Recife. Burle Marx, falecido em 1994, criou a Praça de Casa Forte, a praça do Clube Internacional - o primeiro jardim temático do paisagismo mundial - e os jardins do Palácio do Campo das Princesas.

Burle Marx, filho de mãe pernambucana e pai alemão, cursou paisagismo em Berlim, antes da aventura hitlerista. Depois de formado, nos anos 30, foi convidado pelo governador pernambucano da época, Carlos de Lima Cavalcanti, para atuar na área de praças e parques. Bem realizou sua obra por aqui, começou a ser perseguido sob a alegação que era comunista - como de fato era -. Em 1937, em plena histeria do Estado Novo varguista, Burle Marx perdeu o emprego no Recife por intrigas do chefe de polícia e de um jornalista e foi para o Rio de Janeiro, onde construiu uma brilhante carreira.

Nos anos 50, ele foi convidado por Juscelino Kubistchek para, juntamente com Oscar Niemeyer, construir o complexo da Pampulha, em Belo Horizonte. Juscelino, prefeito de BH, contratou Niemeyer para as obras de arquitetura e Burle Marx para o paisagismo. No final da obra faltou verba. Burle Marx ficou sem receber o pagamento mas Niemeyer recebeu. O que gerou uma rusga entre os dois. Juscelino nunca pagou a dívida com o paisagista.

Era uma dupla que não daria certo em Brasília. Para Niemeyer, uma árvore numa praça é uma heresia. Tira a beleza do concreto, como disse em entrevista à imprensa. É o caso do Parque Dona Lindu, em Boa Viagem, no Recife. Já Burle Marx era um amigo do verde. Por sua causa, a bromélia tornou-se doméstica e comum nas decorações. Ele trouxe para o espaço urbano a flora nacional, para o dia-a-dia dos pernambucanos e brasileiros.

Que os adeptos de Burle Marx continuem espalhando o verde num mundo em que o concreto stalinista de Niemeyer prevalece.

Mais dinheiro para a Ciência e Tecnologia

quarta-feira, 01-10-2008 |

Duas propostas de emendas constitucionais que aguardam votação no plenário do Senado tratam da questão da pesquisa e do desenvolvimento.

A PEC 22/04, da senadora Roseana Sarney (PMDB-MA), prevê o estabelecimento de incentivos fiscais para a Ciência e a Tecnologia. E a PEC 54/04, apresentada pelo senador José Maranhão (PMDB-PB), busca assegurar recursos mínimos às atividades de pesquisa básica e aplicada e ao desenvolvimento tecnológico.

O texto de José Maranhão a ser votado, já adotado pela Comissão de Constituição e Justiça do Senado, é um substitutivo elaborado pelo relator, senador Alvaro Dias (PSDB-PR), segundo o qual o investimento anual no setor será gradualmente elevado, até alcançar o patamar mínimo de 2% do Produto Interno Bruto (PIB).

Se aprovadas as emendas constitucionais, Pernambuco tem muito a ganhar com isso, por conta do seu parque tecnológico que vive sempre em busca de mais recursos para pesquisas. Curiosamente são dois nordestinos autores das propostas - e um paranaense o autor do substitutivo. O Nordeste tem centros de pesquisas carentes de investimentos, como o Recife e Campina Grande (PB). Se as Medidas Provisórias não retardarem a votação, em breve haverá mais recursos governamentais para a Ciência e Tecnologia.

O morto pode salvar o vivo

terça-feira, 30-09-2008 |

Uma contradição. Enquanto "autoridades" dos Direitos Humanos vivem repetindo que temos um altíssimo índice de homicídios, uma dos maiores do Brasil, a Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Pernambuco não tem cadáveres para as aulas de anatomia.

Os três únicos restantes são utilizados há anos para estudos. Pode parecer de mau gosto, mas a UFPE poderia montar um posto no IML para convencer parentes de mortos a doarem os corpos. Sem essas pessoas mortas fica difícil o estudo da medicina. O morto pode salvar o vivo.

Big Bang já fez sua primeira vítima

quarta-feira, 10-09-2008 |

Nova Delhi - Uma indiana de 17 anos se suicidou com medo do fim do mundo após assistir na televisão notícias sobre o primeiro teste do Grande Colisor de Hádrons (LHC), realizado com sucesso nesta quarta (10) sob a fronteira entre França e Suíça, informou uma fonte policial. A adolescente Chhaya, que morava na região de Madhya (centro), tomou comprimidos de sulfamida após saber que os cientistas esperam recriar as condições do Universo pouco depois do Big Bang.

“Ela foi imediatamente transferida para o hospital da cidade de Indore, onde morreu”, afirmou a fonte, citada pela agência “Ians”. O tratamento da notícia em alguns canais indianos fez parte da população indiana pensar que o início da experiência significava também o começo do fim do mundo. Segundo o jornal “The Times of India”, vários aldeães da cidade de Bhubaneswar (leste) foram aos restaurantes para pedirem seus pratos favoritos enquanto outros foram aos templos para rezar.

“Deve haver algo de verdadeiro nas notícias. Não deixei meu marido nem meus filhos saírem de casa porque queria passar o que poderia ser o último dia da minha vida com minha família”, disse ao jornal a dona de casa Renuka Das.Nesta quarta aconteceu com sucesso a primeira tentativa de fazer circular feixes de prótons pelo LHC da Organização Européia para a Pesquisa Nuclear (Cern), ao conseguir que as partículas dessem uma volta completa no enorme túnel circular de 27 quilômetros.  (Da Agência EFE)

Comento

O caso do acelerador de partículas, o LHC, lembra o caso do Skylab, o laboratório espacial da NASA desativado que vagou pelos céus durante algum tempo antes de cair no mar. Durante semanas, o Diário da Noite, na década de 70, especulou onde cairia o artefato.

Os bairros populares do Recife ficaram em polvorosa. Eram sugeridas formas de proteção contra o Skylab. Todo o dia o jornal dava uma manchete sobre onde seria a provável queda do laboratório. Venderam-se bonés, camisetas, posters e até lunetas fajutas para acompanhar a trajetória do laboratório no espaço.

Por conta disso, uma invasão na periferia do Recife se transformou na favela (hoje comunidade, como querem os politicamente corretos) Skylab. Vai ver quem mora lá não tem a menor idéia da origem do nome da localidade.

Senado livra animais de morte cruel. Já os homens…

quarta-feira, 10-09-2008 |

O Senado aprovou nesta terça (09) o projeto de lei que estabelece procedimentos para uso científico de animais. A proposta cria o Conselho Nacional de Experimentação Animal, que vai credenciar as entidades científicas de pesquisa. Adormecido na gaveta do Senado desde 1995, o projeto do então deputado Sérgio Arouca, ligado ao Partido Comunista Brasileiro, deveria ter continuado a dormir.

O projeto passa a idéia de que os cientistas vêm torturando ratinhos, sapos, macacos e porcos nas pesquisas que antecipam os testes em humanos. Uma besteira. Segundo o projeto, o uso de animais ficará restringido às atividades de ensino nos estabelecimentos de ensino técnico de nível médio da área biomédica e aos de ensino superior. O uso em pesquisas será permitido nas atividades relacionadas à ciência básica, ciência aplicada, desenvolvimento tecnológico e produção e controle da qualidade de drogas, medicamentos, alimentos, imunobiológicos e instrumentos. E é diferente hoje?

Fora dos laboratórios a matança de animais é permitida. Quantas galinhas, bois, bodes, carneiros, porcos são mortos por dia de forma violenta e até cruel?

O projeto é um resquício obscurantista. Sem o uso desses animais de laboratórios, já feitos com correção, a ciência estaria bem mais atrasada. Ou os legisladores querem abrir vagas nos laboratórios para desempregados?

Big Bang 2 pode ameaçar o Recife… e o planeta

quarta-feira, 10-09-2008 |

Nada de susto se, de repente, você sentir, nesta quarta (10), uma poderosa força lhe atraindo para um buraco gigantesco aberto em segundos. E quando se der conta, se vivo ainda estiver, estará imerso na escuridão e no centro do caos. Nada demais. Apenas deu errado a experiência do acelerador de partículas, o LHC, instalado nos Alpes Suiços para estudar a teoria do Big Bang, a explosão primal que deu origem a terra.

Como, no caso de erro, não haverá a quem responsabilizar. Não existirá nem humanidade, nem o planeta Terra, então, tudo bem.

Mas a maioria dos cientistas acha que a experiência vai dar certo. O físico britânico Stephen Hawking, por exemplo, afirma que não há perigo de que possa criar um buraco negro capaz de engolir o planeta (e o resto do sistema solar) em questão de minutos - como temem alguns cientistas.

O acelerador, construído pela Organização Européia para Pesquisa Nuclear (Cern, na sigla em francês) em um laboratório subterrâneo na fronteira franco-suíça, perto de Genebra, foi batizado de LHC (sigla em inglês de Large Hadron Collider - Grande Colisor de Hádrons).

O equipamento é o maior e mais complexo instrumento científico já construído, e também o mais caro - com um custo estimado em US$ 8 bilhões.

O LHC foi projetado para atirar partículas de prótons umas contra as outras quase à velocidade da luz. Os cientistas esperam que a liberação maciça de energia causada pelo choque das partículas seja capaz de recriar as condições que existiam no universo imediatamente após o Big Bang.

Temerosos, grupos de cientistas foram duas vezes a tribunais europeus tentar impedir o acionamento do aparelho. Mas, em entrevista à BBC, Hawking - um dos físicos mais respeitados do mundo - afirma que o experimento não representa perigo.

“Se as colisões no LHC criarem um microburaco negro, e isso é pouco provável, ele apenas evaporará novamente, produzindo padrões característicos de partículas”, disse o físico.

“Colisões com essas, e ainda maiores, quantidades de energia ocorrem milhões de vezes por dia na atmosfera da Terra e nada terrível acontece”, acrescentou.

Físicos esperam que o LHC ajude a resolver algumas das questões mais fundamentais sobre a natureza do mundo, revelando os segredos da chamada matéria escura.

Nós, humanos, também esperamos! Sem erros…

(Com informações da BBC e Agência Globo)