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Posts da Categoria ’Esporte’

Futebol não é a pátria de chuteiras

terça-feira, 19-05-2009 |

Uma coisa que está aborrecendo muita gente em Pernambuco é querer atribuir a uma vitória do Estado o placar favorável dos times daqui, Sport, Náutico ou Santa Cruz. Vencer uma partida de futebol só satisfaz torcedores de um ou de outro clube. Nada a ver com a pernambucanidade porque ela não existe nessa área. Os jogadores são de fora e atuam, muito justamente, por um bom salário. Os técnicos são também de outros estados. Só a torcida é daqui. Ela é que padece por causa da derrota ou se euforiza por conta da vitória. Mas representa apenas um segmento colorido e nada mais.

Pernambuco tem vitórias mais importantes na economia, na política, na literatura, na música e até nos esportes amadores. O futebol profissional hoje não representa estado algum. E Pernambuco não perde ou ganha quando o Sport é desclassificado na Libertadores da América ou o Náutico vence de dois a zero o Cruzeiro de Minas. Só os torcedores fanáticos pensam que seu time participa de uma batalha em defesa da “pátria”. É bola fora.

Gerador fora do futebol pernambucano

sábado, 09-05-2009 |

Foi uma tradição local os bancos pernambucanos patrocinarem os grandes times de futebol. Os bancos locais fecharam. E as equipes pioram seu futebol. Com a abertura do Banco Gerador a conversa do patrocínio foi retomada. Paulo Dalla Nora Macedo, diretor executivo do Gerador (veja sua entrevista nesta edição), diz que o banco que dirige não é para o grande público, diferente dos seus antecessores. Quando fala na possibilidade de patrocínio ele pensa em eventos culturais, apoiados pelos incentivos da Lei Rouanet. E só.

(Da coluna De Olho nº 38 - maio /2009 - Antonio Magalhães)

Pelo Sport nada!

quinta-feira, 16-04-2009 |

Com exceção dos rubronegros, os pernambucanos não se mobilizam para torcer pelo time do Sport na Copa Libertadores ou em qualquer outra disputa. Os adversários alvirrubros e tricolores têm suas queixas diretas. Os outros, menos apaixonados pelo futebol, não suportam a arrogância da torcida do Sport. O gosto que ela tem em humilhar os adversários ou qualquer um que se posicionar contra o Leão, sejam quais forem os motivos.

A torcida do Sport tem a virulência dos holligans - fanáticos britânicos - por uma mera partida de futebol. É capaz de submeter os contrários às mais diversas violências verbais ou corporais. Contribue para o fim da civilidade. As reações a esse comportamento dos rubronegros só agravam o já combalido futebol local.

Torcer pelo Sport hoje é fazer parte de uma seita que teima em violentar a sociedade com agressões e buzinaços fora de hora. A suprema arrogância de uma geração cada mais arrogante, uma vez que o time vem conseguindo vitórias.

Desse jeito é melhor mudar: pelo Sport tudo, nada!

Atualização em 25 de abril

Os comentários dos internautas relacionam com clareza o que é a verdadeira torcida rubronegra. Concordam com tudo dito acima.

Futebol despreza Hino Nacional

sábado, 01-11-2008 |

O Hino Nacional nunca fui tão desmoralizado. O estádio dos Aflitos do Clube Náutico banaliza este importante símbolo da nossa pátria. Em todos os jogos, o hino é tocado antes das equipes entrarem em campo. Os árbitros sequer se tocam para isso. Todos conversam no meio do campo, repórteres conversam. O público não se levanta.

O Náutico cumpre a norma da CBF com um desleixo total. Deve receber uma repreensão. E se o mesmo acontece com os jogos do Campeonato Brasileiro na Ilha do Retiro, do Sport, a CBF deve estar atenta. 

Alvirrubros sem praia para morrer

quarta-feira, 29-10-2008 |

O Náutico conseguiu um ponto em Porto Alegre ao empatar, nesta quarta (29), por 1×1 com o Internacional. E entrou com ele na zona de rebaixamento. Cumpre seu destino. Depois dessa os alvirrubros não têm mais o direito de morrer na praia. Já não há mais praia.

Momento alvirrubro: rumo à segundona

domingo, 26-10-2008 |

Depois de conviver anos com ruídos e sons do estádio dos Aflitos em dias de jogos de futebol- moro num prédio vizinho - me decidi a ver uma partida do Naútico, exatamente a deste sábado (25) contra a Portuguesa de Desportos pelo Campeonato Brasileiro. Com ingresso oferecido à minha porta por R$ 10,00, da campanha Todos com a Nota, não pude fugir da curiosidade e do dever de alvirrubro de ir pelo menos uma vez por ano ao campo, mais ou menos como os muçulmanos são obrigados a ir pelo menos uma vez na vida à Meca, a cidade sagrada deles.

E preferi ir só. Permite melhor observação dos fatos e feitos. Munido dos apetrechos do torcedor - radinho de pilha e ingresso - me vi num mar vermelho e branco. O meu bermuda verde e a camisa azul me fizeram um completo outsider na arquibancada. Tive até receio de ser confundido com um torcedor adversário. Nos novos gritos de guerra, silenciei por desconhecimento. Mais risco para mim. Só o N-A-U-T-I-C-O faz parte do meu passado de torcedor do Hexa, há 40 anos. Até aí, tudo bem.

Tudo no estádio tende a desagradar para quem gosta do futebol na TV: boa cadeira, boa visão do estádio, replay, cozinha e banheiro próximos. O assento é de cimento áspero e quente. A passagem contínua de vendedores de cerveja e refrigerantes diante da gente é de enlouquecer. No meio do jogo, a torcida se levanta e até o final fica assim. A visão fica prejudicada e ver um gol do outro lado do campo só de binóculo, como bem fez um torcedor vizinho.

Antes do jogo, o blá-blá-blá dos locutores da CBN, que decidiram agora a crucificar o técnico do Náutico, Roberto Fernandes, pelos mistérios do treinamento e pelos maus resultados. Na verdade, não é só culpa dele. O time alvirrubro tem uma defesa decepcionante, que parece cochilar em campo ou lhe falta futebol. O meio de campo, mais esperto, é pouco hábil. Já o ataque, com Felipe, tem mais mobilidade mas não pode, só, fazer muita coisa. A insistência da torcida em Kuki é lamentável. Faria mais em campo o mascote do Náutico, um timbu fantasiado.

Ver o Náutico jogar é vergonhoso. Milhares de masoquistas sofrem semanalmente esse desgosto. Os sádicos da diretoria não se tocam. Se o time ficar na segunda divisão é de bom tamanho para o seu futebol. O empate da Portuguesa aos 44 minutos do segundo tempo, em que o Náutico acovardou-se, foi a pá da cal na sepultura alvirrubra.

Este foi um momento alvirrubro. Mas que momento!  

No dia em que Maciel foi apenas torcedor do Santa

quarta-feira, 01-10-2008 |

Quem viu não verá de novo. O senador Marco Maciel, o supra sumo da formalidade, cantando em coro o hino do Santa Cruz na eleição da nova diretoria, encabeçada pelo secretário Fernando Bezerra Coelho.

É com razão (ou melhor com pouca racionalidade e muita emoção) que dizem que o futebol (ou a torcida pelo time preferido) mexe com a cabeça das pessoas. Não há um torcedor, de qualquer time, que não se emocione com a disputa futebolística, seja ele pobre ou rico.

É uma coisa que iguala as pessoas. O porteiro conversa sobre futebol com o chefe supremo da empresa ou da repartição. O silêncio do elevador pode ser quebrado com  papo de futebol. Enfim, é um assunto presente dentro e fora do trabalho, dentro e fora de casa, no bar e nas festas.

Os melhores amigos podem torcer por clubes diferentes. Só se desentendem na gozação pelos maus resultados das partidas. A amizade pode continuar mas mantendo o futebol como tabu. Não adianta convencer o outro a trocar de camisa. A fidelidade é maior do que ao casamento ou ao emprego. Pode-se ter 10 mulheres ou dezenas de empregos, mas clube só um.

E olhe que não vou a campo de futebol há muito tempo. Vejo tudo pela televisão, que tem replay e close nas melhores jogadas. Mas, sem dúvida, a massa dentro do estádio torcendo por um time é incrível, os ruídos orquestrados - huuuu (passou perto) e goool (bola na rede) - são contagiantes. E pode também despertar sentimentos homicidas contra o juiz que rouba contra o nosso time. A favor merece o perdão. Prefiro me poupar.

Olimpíada: audiência caiu como as ginastas brasileiras

domingo, 24-08-2008 |

A Rede Globo e a Bandeirantes bem que se esforçaram - mais dos que os atletas - para manter a audiência brasileira na Olimpíada de Pequim em face ao fraco desempanho da nossa delegação. Esteve em jogo milhões de reais dos patrocinadores que assinaram os contratos com base na expectativa de audiência que foi caindo, caindo, caindo mais do que as ginastas brasileiras.

As asneiras ditas no ar pelos locutores de ambas redes de TV devem ser perdoadas. Eles não sabem o que fazem ou o que dizem. Fiz a minha parte: tirei o som dos jogos. Qualquer um se concentraria melhor sem a besteirada de Galvão Bueno e Sílvio Luiz. Além de poder analisar com mais calma o desenrolar das disputas.

E como eco das derrotas - apenas três medalhas de ouro, 15 no total - vale a pena saber o quanto foi gasto para levar uma delegação tão grande e tão incompetente. Cadê o Tribunal de Contas da União? Quero saber o custo desse fiasco.

Pernambucano vai à ParaOlimpíada de Pequim

segunda-feira, 18-08-2008 |

O paraatleta e servidor da Assembléia Legislativa de Pernambuco Leonardo Amâncio está de malas prontas para ir à China participar da ParaOlimpíada de Pequim, realizada de 6 a 17 de setembro. O servidor integra a Seleção Brasileira de Paraatletismo e, dentro da modalidade lançamento de disco e dardo e o arremesso de peso.

O paraatleta Leonardo Amâncio, que trabalha na Alepe há cinco anos, no setor de Protocolo da Casa, teve poliomielite aos 2 anos de idade. Por conseqüência, perdeu parte dos movimentos do pé esquerdo e ficou com a perna do mesmo lado 20 centímetros menor que a direita. Entretanto, considera-se exemplo de superação.

Depois que entrou para o mundo dos esportes, acumulou mais de 90 medalhas e títulos de campeão nacional, Norte-Nordeste e pernambucano, além das premiações internacionais. Alguns dos mais importantes foram nos dois últimos Jogos ParaPanamericanos. Em 2003, ganhou medalha de ouro na modalidade lançamento de disco no ParaPanamericano da Argentina. Em 2007, repetiu a marca, atingindo o bi-campeonato.

(Do site da Assembléia Legislativa)

Cielo ganha ouro. Seriedade resulta em medalha

sábado, 16-08-2008 |

Emocionantes, aqueles 21 segundos e 30 centésimos que proporcionaram a primeira medalha de ouro para o Brasil na Olimpíada de Pequim 2008. O nadador César Cielo Filho, vencedor da prova de 50 metros nado livre, fez o que tinha pensado fazer e o que deve pensar todo atleta numa disputa desta magnitude: ser o primeiro na competição que disputa. Por conta desse ouro o Brasil subiu 20 pontos no ranking da Omimpíada. Passou de 43º lugar para o 23º.

A vitória de Cielo foi resultado de um esforço pessoal de treinamento, longe da família, da pátria e dos amigos. Ele esteve durante seis anos nos Estados Unidos. Lá a mentalidade reinante entre os atletas é ser o primeiro na disputa. Nada, como já se tornou praxe entre parte dos atletas brasileiros, de dizer que estar numa olimpíada já é um prêmio. O prêmio ou a medalha deve ser ganhar a competição. E para ganhá-la tem que levar o treinamento a sério, ter fortes patrocinadores e buscar o melhor que a tecnologia pode oferecer.

Como se viu na TV, quando Cielo deu sua última braçada ainda faltava uns 50 centímetros até a borda da piscina. Ele deu a impulsão final sem mais braçadas. Caso fizesse perdia a prova. O segundo lugar na competição deu braçadas até a borda. A entrada de Cielo na piscina foi motivo de estudo para conseguir uma impulsão maior. Isso foi possível verificar por meio da tecnologia e da experiência de Fernando Scherer, o Xuxa, que já foi especialista nos 50 metros nado livre da equipe olímpica brasileira, e hoje é agente-empresário de Cielo.

Enfim, César Cielo Filho ganhou porque tem talento para a prova, treinou corretamente e principalmente mentalizou seu desempenho para a vitória. Essa história de que o que importa é competir é coisa de derrotado. Se vamos participar de alguma disputa olímpica temos que ter a vontade de vencer com a preparação adequada. Senão ficamos por aqui.