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Posts da Categoria ’Imprensa’

LIberdade na Internet é coisa de petista?

quarta-feira, 16-09-2009 |

Poucos minutos depois da aprovação, senadores se manifestaram sobre a liberdade de opinião na internet.

O senador Aloizio Mercadante (PT-SP), o irrevogável, disse no microblog Twitter que agora “é livre a manifestação de pensamento na internet durante as eleições”.

Pouco antes, o também senador petista Delcídio Amaral (MS) afirmou no microblog: “O bom senso e a pressão dos internautas (não necessariamente nesta ordem) foram fatais para a aprovação da liberação da web em 2010″.

Já a senadora Serys Slhessarenko (PT-MT) disse que os senadores derrubaram “a censura à internet”.

Comento

Dá para desconfiar da animação dos petistas no caso. Eles nunca foram chegados à liberdade de expressão. Certamente já armaram todo o esquema na Internet. Estão montados na caneta governamental para patrocinar sites e blogs. Cabe à Oposição combater à sombra.

Faltam boas notícias internacionais sobre PE

quarta-feira, 29-07-2009 |

Pernambuco vem tendo um destaque especial na imprensa nacional e internacional neste ano de 2009. No começo do ano tivemos a polêmica entre o arcebispo de Olinda e Recife, Dom José Cardoso, e os médicos que fizeram um aborto numa menina de 9 anos para salvar sua vida. A excomunhão dos médicos e da mãe da menina tomou dimensão internacional na mídia.

Noutro caso, a jovem Paula Oliveira, suposta vítima de um ataque de neonazistas suiços, esteve no noticiário internacional, que citava a sua origem: Pernambuco. O caso ainda não acabou.

Na queda do avião da Air France no Atlântico, Pernambuco falou para o mundo. O interesse da Europa focou nas operações de resgate da FAB, com base em Fernando de Noronha, e no Instituto de Medicina Legal do Recife.

Veio então o assassinato do ex-boxeador canadense, morto num flat de Muro Alto, no litoral sul do Estado. E novamente Pernambuco foi o foco das notícias internacionais.

Porém, neste período, o Estado não entrou no noticiário turístico e econômico do mundo. É lamentável.

Imprensa atenta. Promessa eleitoral cumprida

sexta-feira, 17-07-2009 |

PROMESSAS E IMPRENSA!

1. A concorrência na imprensa, hoje, passa pela velocidade com que se identificam e publicam os fatos e pela exclusividade nessa publicação. Mais ainda agora, com o jornalismo-online de profissionais e amadores. Na medida em que essa é uma lógica vertebral, aqueles que precisam da mídia espontânea para divulgar e dar legitimidade a suas ações precisam entrar nesta lógica: velocidade+exclusividade.

2. Assim são os governos. Todos os recursos que usam em publicidade valem politicamente menos que a cobertura espontânea. Alguns pensam que a publicidade pode criar boa vontade da imprensa. Bem, pode, no jornalismo periférico. Mas na grande imprensa, isso ou não ocorre sistematicamente, ou dura pouco. De um lado há a velha piada sobre a alternativa entre a notícia e a mãe. Do outro a concorrência, que não deixará para outro veículo a denúncia de um escândalo com seu anunciante.

3. Para os governos entrarem na lógica da velocidade-exclusividade, eles têm que renovar promessas todos os dias, seja um modo novo de enfrentar antigos problemas, seja uma ação ou obra nova. Não há dia que na grande imprensa -especialmente na imprensa escrita- os governantes não inventem uma nova promessa, de forma a conseguir destaque para ela. E quando garantem exclusividade, ela ganha destaque, por compromisso na exclusividade.

4. Animados com esse jogo, renovam promessas todos os dias. Muitas vezes com a apresentação dos projetos em atos cenográficos. Meses depois se vê que nada, absolutamente nada ocorreu. Um levantamento diagonal feito em capitais na grande imprensa das mesmas, mostra que pelo menos 80% dessas promessas de afogadilho fazem água.

5. Um assessor de imprensa de governos (sênior-aposentado) dizia que “pelo menos, se aquelas promessas locais frustram um bairro, podem ficar para os demais como se tivessem sido cumpridas e dão a sensação de um governo realizador”. O único perdedor nesse jogo de falsas-promessas é a credibilidade de quem publica. Um levantamento detalhado poderia comprovar com números exatos. Há tantas teses de mestrado e doutorado repetitivas ou inócuas na área de comunicação, que essa poderia ser uma delas.

(Do ex-blog de César Maia)

Ronildo se foi. A lição de Jornalismo ficou

domingo, 05-07-2009 |

Ronildo morreu. E num domingo, dia de descanso para muitos, menos para jornalistas. Foi trabalhando aos domingos para edição da segunda-feira do Jornal do Commercio que Ronildo Maia Leite ganhou alguns Prêmios Esso, a maior galardão do jornalismo. Pois é, o Ronildo se foi.

Lembro do tempo em que passei na sucursal do Globo comandada por Ronildo. O trato com todos na redação era duro mas justo. Sempre em busca de um jornalismo sério no período brabo da ditadura militar. A sucursal parecia uma célula do Partidão (o falecido PCB). O que aparecia de comunista para se aconselhar com Ronildo não se contava, até mesmo por motivos óbvios.

Ronildo foi um marco no jornalismo de Pernambuco. Sempre criativo e ativo procurava o novo na forma de fazer jornal. As tintas gráficas não se circularão mais nas veias de Ronildo, motivo de orgulho por ter começado muito cedo em gráficas de Garanhuns. Descanse em paz.

PS Em boa hora poderia-se pensar numa reedição da obras jornalísticas de Ronildo. É uma lição para todos os jornalistas.

Lula já vetou regulamentação de jornalista

quarta-feira, 24-06-2009 |

O senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG) acredita que a decisão tomada por alguns sindicatos de pressionarem o Congresso Nacional a aprovar uma nova legislação para a profissão de jornalista não produzirá os resultados esperados.

Ele disse que a Câmara dos Deputados e o Senado Federal podem até votar o retorno da exigência do diploma para o exercício da atividade, mas a medida não entraria em vigor porque o presidente da República deve vetá-la.

“A Câmara, e depois o Senado, aprovaram projeto regulamentando a profissão de jornalista em 2004, mas o presidente Luiz Inácio Lula da Silva vetou o texto integralmente. Então, provavelmente, não é esse o caminho” - lembrou o senador Eduardo Azeredo.

O senador lembrou que o projeto aprovado pelo Congresso Nacional, e posteriormente vetado pelo presidente da República, foi negociado com os sindicatos de jornalistas depois de uma ampla discussão na Câmara e também no Senado. O projeto, recordou Azeredo, na reunião plenária do Senado na terça, 23, alterava a área de atuação dos jornalistas e dispunha sobre suas funções.

(Agência Senado)

Diploma: uma vitória da lógica e da democracia

sexta-feira, 19-06-2009 |

Não é mais preciso de canudo para ser jornalista no Brasil. Em uma decisão histórica, o Supremo Tribunal Federal julgou na sessão de quarta-feira, 17, a questão da obrigatoriedade de diploma específico para o exercício da profissão de jornalista. Foram oito votos contrários e apenas um favorável à exigência. Trata-se de uma vitória do jornalismo e da democracia brasileira, reafirmando as teses da liberdade de expressão e do livre pensamento, garantidas pela Constituição Federal.

Este observador já se manifestou sobre o assunto e sempre apoiou o fim da obrigatoriedade do diploma. Antes que alguém pergunte, cabe logo o esclarecimento: jornalista desde 1995, quem assina este texto não tem o diploma específico, é formado em História pela Universidade de São Paulo e abandonou, no terceiro ano, o curso de Administração Pública na Fundação Getulio Vargas para abraçar a profissão (opção esta que acarretou algum prejuízo material, certamente). É preciso, portanto, desde logo esclarecer que não se trata aqui de advogar em causa própria, pois ao longo desses quase 15 anos a falta de diploma jamais foi óbice para o trabalho em veículos tão diferentes quanto a Folha de S. Paulo, Correio da Cidadania, PanoramaBrasil, DCI, Valor Econômico, além, é claro, deste Observatório, desde o ano 2000.

A questão da exigência do diploma para exercício do jornalismo é na verdade até simples: a profissão de jornalista dispensa a formação universitária específica porque não existe nenhuma técnica, norma ou regra que não se possa aprender nas redações, trabalhando, ou seja, fora das salas de aula. Há diversas profissões com as mesmas características, além da de cozinheiro, citada ironicamente pelo ministro Gilmar Mendes. Publicitários, músicos, artistas, escritores são alguns assemelhados: é perfeitamente possível realizar o trabalho sem ter aprendido a teoria na escola.

Tudo que um bom jornalista precisa é de talento, curiosidade e vontade de aprender a exercer a profissão, seja na universidade ou no dia a dia de seu trabalho. E de preferência manifestar esta vontade ao longo de toda a sua vida, continuamente.

Salvo exceções, os melhores profissionais acabarão sendo os mais bem formados e para isto só há uma coisa a fazer: estudar bastante. Este observador recomendaria a um jovem que deseja ingressar na profissão que curse qualquer faculdade – pode ser Direito, Economia, Engenharia, qualquer das Ciências Humanas ou até mesmo Medicina, Química ou Matemática. Uma pós-graduação em Comunicação complementaria maravilhosamente a formação, mas isto não é uma necessidade imperiosa.

O fim da exigência do diploma acaba com uma barreira corporativista tacanha, levantada por um sindicalismo medíocre, e não significa em absoluto o fim das escolas de jornalismo. De fato, o fim da exigência não impedirá que muitos jovens continuem cursando jornalismo para ingressar na profissão. Atualmente existem excelentes faculdades de Publicidade e Marketing, embora o diploma não seja obrigatório para o exercício da profissão. Muitos profissionais que se destacam neste meio são recrutados nas universidades. Por outro lado, gente com talento especial e até sem educação formal alguma poderá exercer o jornalismo sem os constrangimentos dos defensores de um canudo que no fundo só servia para a manutenção de seus próprios feudos no meio sindical. Ou alguém imagina, em sã consciência, um sindicato dos escritores lutando pela exigência de diploma específico para a profissão de escritor; um sindicato dos atores tentando impor a frequência em escolas de arte dramática para que seus pares subam nos palcos?

É claro que a Fenaj e as faculdades privadas (ou seriam fábricas de diplomas?) não vão dar a batalha por perdida, certamente vem aí algum projeto de lei estapafúrdio como o do Conselho Federal de Jornalismo para reinventar a obrigatoriedade do diploma. Afinal, ninguém larga a rapadura assim de graça, portanto esta briga ainda vai longe, muito longe.

Tudo somado, porém, a verdade é que o STF tomou a decisão mais acertada. Não que a questão do canudo seja central na discussão sobre mídia e imprensa no país hoje, mas o fim do diploma obrigatório foi bom para o Brasil, bom para o jornalismo, bom para os leitores. O futuro vai mostrar a correção da decisão tomada em uma fria quarta-feira de junho.

(Luiz Antonio Magalhães no Observatório da Imprensa)
 

Diploma: o Brasil se acostumou às regulamentações

sexta-feira, 19-06-2009 |

O Supremo Tribunal Federal julgou inconstitucional o decreto-lei nº 972, de 17 de outubro de 1969. Que é que diz este decreto? Citemos seu início:

Decreto-Lei n º 972, de 17 de outubro de 1969

Dispõe sobre o exercício da profissão de jornalista.

OS MINISTROS DA MARINHA DE GUERRA, DO EXÉRCITO E DA AERONÁUTICA MILITAR, usando das atribuições que lhes confere o artigo 3º do Ato Institucional nº 16, de 14 de outubro de 1969, combinado com o § 1º do artigo 2º do Ato Institucional nº 5, de 13 de dezembro de 1968,

DECRETAM:

Art 1º O exercício da profissão de jornalista é livre, em todo o território nacional, aos que satisfizerem as condições estabelecidas neste Decreto-Lei.

Enfim, há muita gente chateada por ter perdido a liberdade gentilmente concedida pelos senhores ministros integrantes da Junta Militar que governava o país (e que, na ocasião, rejeitavam o nome de Junta Militar: queriam ser conhecidos como “ministros militares no exercício provisório dos poderes da Presidência da República”. O deputado Ulysses Guimarães simplificou a denominação: imortalizou-os como “Os Três Patetas”).

Mas o tal decreto-lei cuja extinção tantos agora lamentam já foi extinto há muitos anos. Profissionais oriundos de outras áreas, como Arnaldo Jabor, Diego Mainardi, Emir Sader, trabalham sem problemas, e há muito tempo, em órgãos de imprensa. E o decreto-lei não faz falta – a não ser para os que cursaram faculdade de jornalismo em busca do diploma, e não do conhecimento.

Muitos protestam por ter gasto dinheiro numa faculdade cujo diploma se tornou desnecessário, ou por ter perdido anos de sua vida no estudo. Estão errados: exercer o jornalismo exige conhecimento, não um canudo de papel com o nome escrito em letras góticas. Se a faculdade de jornalismo der este conhecimento, terá cumprido sua missão, terá dado retorno ao investimento de tempo e de dinheiro. Quem exerce dignamente a profissão de jornalista, com ou sem diploma, jornalista é.

Não é preciso reservar mercado para quem tiver condições de competir no mercado. O Fernando Gabeira jamais precisou de diploma; o Ricardo Kotscho também não. Para quem quiser ser um bom jornalista bastam os conhecimentos adquiridos dentro ou fora da faculdade. Quanto ao diploma, podem até esquecer-se de ir buscá-lo.

É curioso que ninguém tenha dito, desta vez, que os patrões lutaram pela revogação do decreto-lei 972 para poder pagar menores salários. Conheço o Fernando Gabeira e o Ricardo Kotscho desde a década de 1960; os dois sempre estiveram entre os maiores salários da Redação, em todos os veículos em que trabalharam. E não se diga que os não-formados são os preferidos dos patrões porque sua ética é mais flexível. Os dois exemplos citados funcionam também aqui.

O problema, acredito, é que o Brasil se acostumou às regulamentações. Aqui tivemos lei de imprensa e censura à imprensa antes de termos imprensa. Tivemos generais comandando a extração de petróleo antes que petróleo houvesse para ser extraído (e, de passagem, incomodando pioneiros que queriam trabalhar, como Monteiro Lobato). Nos Estados Unidos, existem faculdades de jornalismo, mas o diploma não é obrigatório. E, embora toda a nossa formação jornalística se baseie na americana, não prescindimos das ordenações que pretendem tudo regulamentar, e que lá não existem.

Ah, os regulamentos! Pois não é que os mesmos oficiais-generais que generosamente regulamentaram o exercício da profissão de jornalista cuidaram também de regulamentar o que os jornalistas poderiam publicar? Um texto engraçadíssimo, que vale a pena pesquisar, é o de regulamentação das revistas de mulher pelada. Está escrito que, nas fotos, poderia aparecer um mamilo nu; dois, não. Mas, se a foto fosse feita com camiseta molhada, ambos os mamilos poderiam aparecer através do tecido. Pelos púbicos, nem pensar. E ficavam proibidas as fotos de nádegas frontais.

Alguém já terá visto nádegas frontais?

(Carlos Brickmann no Observatório da Imprensa)

Diploma de Jornalismo: começar de novo

sexta-feira, 19-06-2009 |

O deputado federal Miro Teixeira (PDT-RJ) afirmou nesta quinta, 18, que poderá propor ao Congresso um projeto de lei para regulamentar a profissão de jornalista, após ouvir os representantes da sociedade civil e entidades do setor.

“Acho que nós podemos repensar o assunto. Assim que ouvir uma manifestação da Fenaj (Federação Nacional dos Jornalistas), vou procurar me posicionar, porque imagino haver um campo para se construir um projeto de lei, com uma regulamentação que esteja dentro dos balizamentos contidos nos votos dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF)”, afirmou.

Miro considera possível suplantar a decisão tomada ontem (17) pelo STF, que aboliu a necessidade de diploma universitário para exercer a profissão de jornalista, pela via legislativa dentro da discussão constitucional.

“Temos que verificar, nos votos dos ministros do Supremo, onde estão os focos da inconstitucionalidade e aí suprimi-los, para construir uma regulamentação profissional, o que está amparado pela Constituição”, disse.

Segundo o parlamentar, a decisão do Supremo não levou em conta a evolução das profissões. Ele citou como exemplo a advocacia. “Os advogados, antigamente, para atuar nos tribunais, não precisavam de diploma. Depois, havia o diploma, mas não o exame da Ordem. Em seguida, além do diploma, passou a ser necessária uma prova duríssima na OAB”, explicou Miro.

Para o professor de comunicação, autor de vários livros sobre jornalismo e atualmente presidente da Biblioteca Nacional, Moniz Sodré, a decisão do STF beneficia principalmente os donos de empresas.

“Não concordo com a tese de que estavam defendendo a liberdade de expressão. Foi uma desconsideração do Supremo com a importância da atividade jornalística”, afirmou Sodré.

Segundo ele, apesar da crise que abriu, a decisão do STF pode ser útil para levar a uma reflexão entre os jornalistas sobre qualificação profissional. “Crise também significa oportunidade. É uma boa chance para se discutir o que é jornalismo e o que é informação hoje”, disse Sodré.

Sobre o impacto que a extinção da necessidade do diploma pode causar no meio acadêmico, o professor afirmou que as boas escolas vão permanecer, mas que poderá haver reflexos negativos nas faculdades mais fracas.

(Da Agência Brasil)

Mais argumentos contra o ataque aos jornais locais

segunda-feira, 15-06-2009 |

Oi Tonico!

Acabo de ver que você puxou o comentário para post. :) O pessoal que critica tudo e todos da iniciativa privada e acha que só há salvação na “mídia pública” esquece que é justamente concentrar ainda mais poder no Estado, já âmbito do poder político, fortíssimo economicamente e extremamente influente na imprensa (hoje é o grande pautador da imprensa) o maior risco para a pluralidade de informações.

A solução para isso seria uma forma menos discricionária de controlar a publicidade oficial (ou seja, que isso não vire uma arma contra as críticas) e o fomento de meios alternativos, privados ou públicos, mas nunca ligados ao poder executivo, de divulgação. O que só se consegue com o liberalismo, esse conjunto de ideias políticas e econômicas que pregam a diversidade, pluralidade, desconcentração de poder, tão bem descrito por Ortega y Gasset:

“La forma que en política ha representado la más alta voluntad de convivencia es la democracia liberal. […] El liberalismo es el principio de derecho político según el cual el Poder público, no obstante ser omnipotente, se limita a sí mismo y procura, aun a su costa, dejar hueco en el Estado que él impera para que puedan vivir
los que ni piensan ni sienten como él, es decir, como los más fuertes, como la mayoría. El liberalismo – conviene hoy recordar esto – es la suprema generosidad: es el derecho que la mayoría otorga a las minorías y es, por tanto, el más noble grito que ha sonado en el planeta.

Proclama la decisión de convivir con el enemigo; mas aún, con el enemigo débil. Era inversímil que la especie humana hubiese llegado a una cosa tan bonita, tan paradójica, tan elegante, tan acrobática, tan antinatural. Por eso, no debe sorprender que prontamente parezca esa misma especie resuelta a abandonarla. Es un ejercicio demasiado difícil y complicado para que se consolide en la tierra.” ”

É a suprema generosidade, que nem todos estão dispostos a ter com os seus adversários de ideias.

Renato Lima, jornalista

Jornalista do JC comenta ataque a jornais locais

segunda-feira, 15-06-2009 |

Vale um post o comentário do jornalista Renato Lima, da editoria de Economia do Jornal do Commercio, a esta altura a caminho dos Estados Unidos, onde vai fazer um curso de pós-graduação, sobre o post deste blog : Arma-se um bombardeio contra a imprensa local.

O tema do post comentado é uma armação de ONGs financiadas pela americana Fundação Ford contra os jornais, para desmoralizá-los perante à opinião pública.

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Tonico, parabéns pelo texto. Essa “observação” de mídia na verdade, muitas vezes, são tentativas de pautar sempre a imprensa e dominar até mesmo os termos usados para relatar a realidade! Como escreveu Carlos Alberto di Franco, nesse belo artigo publicado no Instituto Millenium (www.imil.org.br):

“A intolerância atual é uma nova “ideologia”, ou seja, uma cosmovisão - um conjunto global de ideias fechado em si mesmo -, que pretende ser a “única verdade”, racional, a única digna de ser levada em consideração na cultura, na política, na legislação, na educação, etc. Tal como as políticas nascidas das ideologias totalitárias, a atual intolerância execra - sem dar audiência ao adversário nem manter respeito por ele - os pensamentos que divergem dos seus “dogmas” e não hesita em mobilizar a “inquisição” de certos setores para achincalhar - sem o menor respeito pelo diálogo - as ideias ou posições que se opõem ao seu dogmatismo. Alegará que são interferências do pensamento conservador e liberal, quando um verdadeiro democrata deveria pensar apenas que são outros modos de pensar de outros cidadãos, que têm tantos direitos como eles.”

Renato Lima, jornalista