Posts da Categoria ’Meio ambiente’
sexta-feira, 05-06-2009 |
Vale lembrar no Dia Mundial do Meio Ambiente, 5 de junho, a conversa entre jornalistas. Um deles, mineiro, disse que podia fumar à vontade sem preocupação com a poluição. Vendera o carro, fonte poluidora, e agora tinha crédito de carbono.
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quinta-feira, 14-05-2009 |
É o fim a decisão da Prefeitura do Recife de permitir que a Concessionária Recife Energia use o Engenho Uchôa para o tratamento do lixo produzido na Capital pelos próximos 20 anos. O Engenho Uchôa já foi área de preservação rigorosa, o que impediu a Construtora Norberta Odebrecht de construir no final dos anos 80, um condomínio de luxo na área, mantendo a maior parte da área verde. As autoridades da época fizeram pé firme e negaram a obra. Não adiantou a Odebrecht mobilizar fundos e mundos para construir no local.
Nos anos 90, o Movimento dos Sem Terras invadiu o Engenho Uchôa e acabou com a mata sem que qualquer autoridade desse um “ai”. Não sobrou uma árvore em pé. Toda a área verde foi vendida como lenha para os fornos da vizinhança. Não houve qualquer penalidade. Os vândalos, sob o manto da fajuta reforma agrária, abandonaram a área quando não havia mais o que cortar.
Agora a Prefeitura do Recife quer colocar lá o lixo da cidade. Qualquer preocupação ambiental é papo furado. O Engenho Uchôa é terra arrasada, o lixo, por descaso das autoridades, combina bem com aquela área.
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segunda-feira, 07-07-2008 |
Onze entidades ligadas ao setor sucroalcooleiro de Pernambuco divulgaram pelos jornais, no domingo (06), uma nota oficial contra a ação do Ibama e do Ministério do Meio Ambiente que levou a multar 24 usinas pernambucanas pela destruição da Mata Atlântica no Estado. Uma infração de R$ 120 milhões. Segundo essas entidades, o desmatamento começou no período colonial na nossa Zona da Mata e há décadas não ocorre desmatamento para o plantio de cana de açúcar.
A nota das entidades informa ao ministro Carlos Minc que “a cana-de-açúcar ocupa cerca de 30% da área da Zona da Mata e não da área total do Estado, sendo o restante da ZM ocupado por outras atividades e pelos inúmeros aglomerados urbanos, em especial os populosos municípios da Região Metropolitana do Recife, cuja a expansão desordenada foi a principal responsável pelos desmatamentos recentes das áreas de mata atlântica”.
“Os mais significativos remanescentes dessa vegetação em Pernambuco, diga-se de passagem, estão, em sua maioria, em terras de usinas de açúcar e álcool e de seus fornecedores de cana, que as têm preservado, matendo programas de pesquisa científica e de educação ambiental”, esclarece a nota das entidades sucroalcooleiras.
Por essas acusações sem fundamento, o ministro Carlos Minc ouviu poucas e boas do governador Eduardo Campos e do senador Jarbas Vasconcelos. Já os ambientalistas locais pouco se pronunciaram sobre o caso. Parece que há um pacto de silêncio entre eles. Podem criticar atividades empresariais supostamente prejudiciais ao meio ambiente. Mas são incapazes de elogiar uma iniciativa “sustentável”, como define o jargão da categoria, se ela vier de usineiros.
É exemplar o silêncio ambientalista - de Minc e dos ecologistas locais - sobre a devastação da mata do Engenho Uchôa, em Pernambuco, por trabalhadores sem terra do MST. Os ecoxiitas não descansam.
Vale lembrar o que o presidente Lula pensa sobre meio ambiente: “Entre a soja e o cerradinho. Ele prefere a soja”, segundo seu chefe de gabinete Gilberto Carvalho, na entrevista à Veja.
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quarta-feira, 02-07-2008 |
A multa de R$ 120 milhões aplicada pelo Ibama às usinas de açúcar de Pernambuco pela destruição da Mata Atlântica no Estado parece ser mais um factóide do ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, para agradar ambientalistas internacionais que fazem campanhas lá fora contra o nosso álcool, o Etanol globalizado.
As explicações do presidente do Sindaçucar, Renato Cunha (leia abaixo), são razoáveis e mostram a importância que o setor dá hoje ao tema meio ambiente.
Claro que houve desmatamento no decorrer de séculos de exploração da cana-de-açúcar na zona da mata pernambucana. Mas a mata não pode ser refeita como irrealisticamente querem os ambientalistas. A região hoje desmatada pela cana oferece mais de 100 mil empregos diretos e o maior produto de exportação de Pernambuco: o açúcar.
Além do mais, a multa é astronômica. Se fosse paga quebraria o setor em Pernambuco, beneficiando os usineiros paulistas. Tem-se que levar em conta que a entrevista coletiva do ministro é mais uma trela do “Minc Leão Dourado”, como costuma chamá-lo o humorista José Simão nas páginas do Jornal do Commercio.
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quarta-feira, 02-07-2008 |
O presidente do Sindicato da Indústria do Açúcar e do Álcool de Pernambuco (Sindaçúcar/ PE), Renato Cunha, classificou de contra-senso as autuações impostas pelo Ibama e Ministério do Meio Ambiente a todas as usinas do Estado por desmatamento da Mata Atlântica.
“Na surdina, o Ibama entrou em 17 usinas do Estado e proferiu essas autuações. Isso é com contra senso, pois o próprio órgão concedeu as licenças de queima agrícola que valem até 2009. A lei não mudou, o que eles querem agora é fazer uma nova versão do que já existe”, afirmou Cunha.
Segundo ele, as usinas do Estado também têm um Termo de Compromisso Agroindustrial (TCA), de nº 6132/2007, firmado com o CPRH (Agência Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos) em vigor desde 2007.
As licenças emitidas pelos órgão ambientais englobariam, ainda de acordo com o Sindaçúcar, a outorga das águas, a ferti-irrigação e o descarte de resíduos industriais.
Especificamente sobre o desmatamento, Cunha garantiu que o sindicato já havia assinado um termo de recomposição da mata ciliar direto com o CPRH (processo 6132/07).
Por este acordo, as usinas se comprometeram a plantar, por um período de três anos, seis hectares/ano de mata ciliar, com espécies nativas de Mata Atlântica.
Um total de 132 mil mudas por ano estaria sendo plantado nas margens dos rios que cortam as usinas, dentro de um plano de adequação para as áreas de preservação permanente.
“Não admitimos preconceitos e prejulgamentos com uma cultura geradora de tantos empregos no Nordeste”, bateu o presidente do Sindaçúcar.
“É estranho que os assentamentos do Incra e as terras que estão com o Incra não estejam sofrendo o mesmo tipo de fiscalização que as usinas sofrem. Afinal integram o mesmo bioma”, completou.
O departamento jurídico da entidade foi acionado para questionar as medidas punitivas. (Blog de Jamildo)
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