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Blog completa dois anos

domingo, 27-06-2010 |

O blog completou dois anos neste mês de junho. Foram publicados 551 posts. Todos eles refletem o que penso e o que gosto. Vi o blog como uma extraordinária ferramenta de comunicação na defesa da liberdade de expressão, uma garantia constititucional tão ameaçada pelos atuais donos do Poder. Sei do que falo. Vivenciei o que é ser jornalista num ditadura militar. 

Ao jornalista, como eu, cabe a defesa intransigente das liberdades de imprensa e expressão. Do exercício delas depende o meu ganha-pão e a consolidação da Democracia no País.

Os leitores satisfeitos com esses princípios continuem a frequentar o blog. Os insatisfeitos se queixem nos comentários ou criem seu próprio blog. Continuarei aqui.

Gerdau enforca a segunda-feira

quarta-feira, 15-04-2009 |

Efeitos da marolinha de Lula. O setor brasileiro de aços foi um dos mais afetados pela crise financeira internacional. A Vale, a CSN, a Gerdau penam enquanto o mundo não se recupera.

A crise é tão braba no segmento que a Gerdau do Recife, por conta da marolinha, quebrou a tradição de trabalhar até em dias feriados, mesmo pagando hora extra. No próximo feriado do dia 21 de abril, uma terça-feira, a empresa Gerdau vai imprensar a segunda-feira, 20. Dois dias sem trabalho e sem faturamento.

Casa de Pernambuco, um bom lugar para conversas

sexta-feira, 13-02-2009 |

Você é pernambucano ou pernambucana e mora longe do Estado. Fica pensando que pouco pode influir nos destinos do local onde nasceu e viveu. Pode estar enganado ou enganada. Acho que deste blog pode partir uma experiência muito boa que dará visibilidade ao blog e as questões lançadas pelos pernambucanos expatriados por motivos econõmicos ou sentimentais.

Quero fazer deste blog também a CASA DE PERNAMBUCO VIRTUAL. Postando aqui queixas, sugestões, recados, a repercussão pode ser maior, pois centraliza num veículo o fluxo de informações de quem vive fora do Estado.

Quem lê o que dizem os moradores desta CASA DE PERNAMBUCO VIRTUAL sabe que é grande a influência dos que estão fora sobre aqueles que continuam vivendo aqui. Com sua queixa ou sugestão pode mudar a opinião do pai, irmão, da família, dos amigos.

Vamos concentrar o fluxo de informações neste blog que eu garanto que em breve ele pode ser um eficaz porta-voz dos sem-vozes a quilômetros de Pernambuco.

Vale a tentativa! Esta informação vai ser repetida frequentemente até a consolidação da CASA DE PERNAMBUCO VIRTUAL.

Há espaço para a Paz, concordam judeu e palestino

terça-feira, 27-01-2009 |

A programação da Assembléia Legislativa na TV, veiculada na noite de quinta, 22, pela TV Universitária do Recife, exibiu um debate sobre o conflito entre israelenses e palestinos na Faixa de Gaza.
Participaram o professor de História Judaica, Jader Tachlitsky, representando a comunidade israelita local, e Jaime Asfora, neto de palestinos, advogado e presidente da OAB-PE. A mediação foi do jornalista Antonio Magalhães.
Abaixo, alguns trechos do debate na televisão, o primeiro feito por uma emissora local:

Origem do conflito

Jader Tachlitsky

Não considero que a criação do Estado de Israel seja a causa do sofrimento do povo palestino. Para mim, a causa dos conflitos é não aceitação do direito de Israel de existir e conviver dentro do mundo árabe.
O Estado de Israel é mais ou menos do tamanho Sergipe. Tem 20 mil quilômetros quadrados. O mundo árabe é de aproximadamente 13 milhões de quilômetros quadrados, o que equivale a toda America do Sul. Por isso acho que não é inviável a existência de um pequeno estado judeu convivendo dentro do grande mundo árabe.

Jaime Asfora

Hoje é inconteste, tanto pelos israelenses, como pelos palestinos, de que há um território palestino em Gaza e na Cisjordânia. Deve-se contextualizar essa questão. Desde 1967, depois da Guerra dos Seis Dias, a ONU, Estados Unidos e o mundo todo sabe da necessidade da criação de um Estado Palestino. E por que ele não existe? É muito mais por conta dos extremismos, tanto do lado israelense, como do lado dos radicais palestinos. Ambas as sociedades querem a paz e não a guerra.

Acho que há caminhos para se chegar à paz. O processo já amadureceu muito, como disse o professor Jáder, sobretudo nos acordos de Oslo (Noruega). Esses acordos de 1993 foram tão bem feitos que deram o prêmio Nobel da Paz a Itzak Rabin (primeiro ministro israelense) e a Yasser Arafat, presidente da OLP, representante do povo palestino. Rabin foi assassinado por um extremista israelense, Arafat morreu e Bill Clinton não conseguiu concluí-los no seu mandato. Mas faltou pouco, chegou bem perto de uma solução para a região.

Estes acordos previam o término dos conflitos, a abertura das negociações sobre os territórios ocupados, a retirada de Israel do sul do Líbano e a questão do status de Jerusalém.

Como disse o professor Jader, se o Egito fez a paz com Israel, se já há tratativas em vários países do mundo em busca da paz, se já houve quase a consolidação dos acordos de Oslo, não é possível que palestinos e israelenses não encontrem a paz, superando um sofrimento inesgotável para ambos os povos.

Obama vai ajudar na resolução do conflito entre israelenses e palestinos?

Jaime Asfora

Acho que hoje vivemos um momento interessante, apesar da violência em Gaza: a posse do presidente americano Barack Obama. Já há a intermediação da ONU, da Rússia e da União Européia, mas ela não é suficiente sem os Estados Unidos.

Jader Tachlitsky

Barack Obama é um facilitador para um acordo de paz. Acho que todo mundo espera que ele venha a ser o impulsionador do processo de paz do Oriente Médio.

O único entrave que eu vejo agora é não haver negociação direta entre o governo de Israel e a Autoridade Palestina. Muita coisa já tem consenso. Existe ainda a questão de Jerusalém, cidade que os palestinos querem fazer sua capital. Isso precisa ser mais bem negociado, mas acredito que já existe um caminho político para a paz.

Dentro do processo, o Hamas vem boicotando as negociações. Por isso o povo palestino vai ter que tomar para si esta responsabilidade e saber quem realmente está lutando por seus interesses e quem luta contra seus interesses. Porque, no momento em que se consolidar uma liderança palestina em busca dos acordos de paz, o caminho estará aberto para a sua concretização.

A propaganda exacerbou a vitimização dos palestinos nesse conflito?

Jaime Asfora

O que houve foi uma reação desproporcional do Governo de Israel às agressões do Hamas. Foram lançados milhares de foguetes contra Israel, mas a incursão dos israelenses foi desproporcional, matando centenas de crianças e civis. Veículos de comunicação sérios e independentes mostraram o desrespeito à Convenção de Genebra. A guerra não tem ética, mas deve ter regras. A Convenção de Genebra diz que, numa guerra não se pode matar refugiados em escolas e três delas da ONU foram bombardeadas. Mais de 400 crianças morreram no conflito.

Acho que o peso do ataque à Gaza foi proporcional à impopularidade do atual governo de Israel às vésperas de uma eleição. Aproveitando a proximidade da saída de George Bush, os políticos judeus tentaram se cacifar diante do eleitorado de Israel e aproveitar os últimos momentos complacentes de um governo americano verdadeiramente criminoso.

Jader Tachlitsky

Toda guerra é trágica. Sensibiliza a todos, principalmente quando tem inocentes mortos. É difícil para a opinião pública entender quando um governo toma uma atitude drástica e tem que assumir o ônus dessa medida.

Israel respondeu aos ataques do Hamas, não de um dia ou de um mês, mas agressões de alguns anos contra seu território. A permanência do conflito na Faixa de Gaza impediu que tanto os israelenses como os palestinos pudessem trabalhar ali para sua prosperidade. Essa área foi transformada num bunker, com muitas armas, um grande arsenal com objetivo de atacar Israel.

Quando o Hamas lança um foguete de Gaza a esmo contra uma cidade israelense não tem a precisão onde ele pode cair: numa escola, numa casa ou hospital, em qualquer lugar. A arma tem o objetivo deliberado de promover vítimas civis. Israel promoveu as ações de guerra depois que foi quebrada pelo Hamas uma trégua de seis meses, saudada com o lançamento de centenas de foguetes contra cidades israelenses, inclusive as que não tinham sido vitimadas anteriormente. A questão do foguete do Hamas fazer poucas vítimas ou muitas vítimas em Israel depende apenas do acaso, de onde ele cai.

Israel respondeu fogo contra as instalações de onde partiam os foguetes. Infelizmente o Hamas não teve apreço por sua população civil. Ele usou a população palestina civil como escudo, usou-a criminosamente colocando-a no front de guerra ao misturá-la aos combatentes. Soube-se que o Hamas entrava à força na casa de cidadãos palestinos para usar suas residências como base de lançamento de foguetes, impondo riscos a essas famílias. É muito importante que se diga que Israel respondeu aos ataques do Hamas e não da população civil de Gaza. Não foi um conflito contra o mundo árabe ou contra o povo palestino, mas contra o Hamas.

Em qualquer conflito, a primeira preocupação de um governante, de um exército é proteger a população civil. Infelizmente, o Hamas nunca teve esse tipo de preocupação.

Jaime Asfora

Concordo com o professor Jader, o Hamas não tem tido essa preocupação. O Hamas não é bom para o povo palestino, mas é preciso que haja negociação. Negociação que conta com a disposição do povo palestino e acredito também dos israelenses. E ela deve ser feita com ajuda de atores internacionais relevantes, como o Quarteto da Paz, a ONU, a Rússia, a União Européia e os Estados Unidos. Acredito que os palestinos querem entrar no Estado de Israel para trabalhar e consumir, como os israelenses querem ir a Cisjordânia passear, fazer compras, visitar amigos. Creio que é possível fazer a paz num ambiente de conciliação, onde a diplomacia vença a guerra e a violência.

Jader Tachlitsky

Israel conseguiu ao longo de 63 anos construir uma sociedade moderna e democrática, economicamente viável, com alto índice de educação, com muitos doutores universitários e desenvolvimento de alta tecnologia. Tudo isso num ambiente de guerra. Imagine o que Israel pode conseguir num ambiente de paz para ser compartilhado por todo o Oriente Médio. Israelenses e palestinos têm muito a construir num ambiente de paz.

Uso da máquina pública na eleição do Recife

sexta-feira, 22-08-2008 |

Dois pesos, duas medidas.
Apesar do clichê aplica-se muito bem ao caso. A Polícia Federal, a pedido da Justiça Eleitoral, cumpriu mandado de busca e apreensão, nesta sexta (22), na Secretaria de Educação da Prefeitura para apurar o uso da máquina pública em favor da campanha eleitoral do candidato a prefeito João da Costa, do PT. Os agentes recolheram computadores e documentos que possam embasar a investigação, principalmente no que diz respeito a cooptação de servidores públicos para a campanha.

O uso da máquina pública por João da Costa já é objeto de uma ação por improbidade administrativa ingressada no mês passado pelo MPPE, tendo como réus o próprio candidato e o atual prefeito, João Paulo. Na ação, a promotora Andréa Nunes questionou o gasto de R$ 110 mil em dinheiro público numa publicação para divulgar o Orçamento Participativo, pasta da qual João da Costa foi secretário, cujo título remete ao slogan de campanha do candidato.

Já em São Paulo, o Partido dos Trabalhadores atacou o prefeito Kassab, do Democratas, candidato à reeleição, por ele ter pedido por email aos graduados da prefeitura a adesão à sua campanha. O fato que configura crime eleitoral foi denunciado pela Folha de São Paulo. E assanhou os petistas de São Paulo.

Se o fato - uso da máquina pública - é condenável em São Paulo pelo PT deve ser aqui também condenado pelos petistas do Recife. Ou não?

O Minc Leão Dourado volta a atacar usineiros

sexta-feira, 18-07-2008 |

Brasília - O tom usado pelo ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, nesta quinta (17), ao se referir aos usineiros de Pernambuco indica que o governo pretende continuar com medidas duras e intensa fiscalização sobre a cultura da cana-de-açúcar no Estado. Minc aproveitou a entrevista coletiva na qual anunciou medidas para agilizar o processo de licenciamento ambiental para mandar um recado aos usineiros: “Vai aqui um recado para Pernambuco: Não há intocáveis.”

O alerta foi dado duas semanas depois que o Ministério do Meio Ambiente adotou medidas contra a destruição do bioma Mata Atlântica em Pernambuco. As usinas de cana-de-açúcar foram o principal alvo do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) na Operação Engenho Verde.

“Ninguém teve ainda coragem de desafiar usineiros. Nós aplicamos mais de R$ 120 milhões em multas. Vamos continuar agindo e com mais rigor. Não vai ter moleza”, avisou o ministro.

A Operação Engenho Verde autuou as 24 usinas de cana-de-açúcar de Pernambuco. Em todas elas, o Ibama constatou a inexistência de licença ambiental. Os donos dos engenhos também foram autuados e terão que responder a ação civil pública, para reparação dos danos ambientais, e a representação criminal.

Em decorrência do desmatamento, Pernambuco passou a ser o estado com o menor índice de áreas preservadas do bioma Mata Atlântica. “Enquanto a média nacional é de 8%, o índice pernambucano é de 2,7%. Ou seja, Pernambuco desmatou um terço do quase nada”, criticou Minc. (Agência Brasil)

Acrescento

O ministro Minc Leão Dourado está se fazendo de desentendido. Falou da primeira vez equivocadamente sobre o tema e levou um puxão de orelha do governador Eduardo Campos, com aval do presidente Lula, e do senador Jarbas Vasconcelos. Agora ele insiste no tema.

Na verdade, Minc procura fulanizar seus inimigos para ganhar apoio da opinião pública. Antes da posse bateu forte no governador Blairo Maggi sobre os desmatamentos em Mato Grosso. Agora foca os ataques nos usineiros pernambucanos, que, de forma educada, responderam o que vinham fazendo em defesa do meio ambiente.

Pelo encaminhamento das ações do ministro, ao desconhecer o contexto histórico em que se deu a destruição da Mata Atlântica em Pernambuco, ele vai terminar atacando Duarte Coelho o primeiro dono da capitania de Pernambuco, que começou o plantio da cana-de-açúcar.

Ansiedade para prender prejudica punição

sábado, 12-07-2008 |

O bate-boca no Judiciário e as acusações contra a Polícia Federal chegaram a um ponto crítico que nada favorece à Democracia e ao Estado de Direito. O foco do combate a bandidagem de alto nível foi perdido. Os processos são mal feitos, deixando brechas jurídicas que não são cobertas pelos espetáculos das prisões dos acusados.

A ansiedade da punição é mais rápida do que a velocidade dos fatos reais. Leia posts abaixos.

O blog de Nélson Rodrigues: a vida como ela é

terça-feira, 08-07-2008 |

Os pioneiros da era do blog não podem requerer a primazia do uso deste veículo de comunicação. Muito antes o escritor brasileiro Nélson Rodrigues já expunha sua alma e fatos de forma sequenciada pelos jornais. Escreveu durante anos A Vida como ela é… Histórias diárias de amor, traição, ciúmes, sentimentos da alma humana.

Quem sacou isso foi minha mulher, Elizabeth, que, como eu, gosta do Nélson Rodrigues. 

Agenda do governador nesta segunda, 30

domingo, 29-06-2008 |

8h - Assinatura de Ordem de Serviço para obras nas PEs 15 e 01
Local: Prefeitura de Olinda

16h30 - Lançamento da Pedra Fundamental do Cefet; inauguração da farmácia do Lafepe; inauguração do Centro da Juventude; assinatura de convênio para construção de Academia das Cidades; encerramento da Expoagro; aniversário da cidade e outras obras e ações
Local: Afogados da Ingazeira

Ensino médio integral vai ser ampliado

quarta-feira, 25-06-2008 |

As Comissões de Finanças e de Administração Pública aprovaram, nesta quarta (25), o projeto de lei do Executivo que cria o Programa de Educação Integral. A matéria tem o objetivo de desenvolver políticas direcionadas à melhoria da qualidade do ensino médio da rede pública.

Entre outras medidas, o programa deve interiorizar as ações do Governo e estimular a qualificação da mão-de-obra dos estudantes do Ensino Médio. A iniciativa também prevê a participação coletiva da comunidade escolar na elaboração do projeto político-pedagógico das escolas.

A proposta dá nova denominação aos atuais Centros de Ensino Experimental, que passarão a se chamar Escolas de Referência em Ensino Médio. O Programa de Educação Integral será executado, inicialmente, em cinqüenta e uma Escolas de Referência, das quais trinta e três em jornada integral e dezoito em jornada semi-integral.

Na oposição a Jarbas, o Partido dos Trabalhadores dizia que os centros de ensino experimental, futuras escolas de referência, promoviam a exclusão de maioria dos alunos, privilegiando uns poucos alunos que contavam com o benefício. Agora o governador Eduardo Campos amplia o programa porque viu acerto na medida.