Patrocinadir

Como Lula faz propaganda política

25 de junho de 2009 – 10:53

PRINCÍPIOS ADOTADOS POR LULA EM SUA COMUNICAÇÃO E PROPAGANDA!
             
1. SIMPLIFICAÇÃO OU DO INIMIGO ÚNICO. Adotar uma única ideia, um único símbolo (PAC). Individualizar o adversário em um único inimigo. 

2. MÉTODO DO CONTÁGIO. Reunir diversos adversários em uma só categoria, em uma soma individualizada.

3. TRANSPOSIÇÃO. Carregar sobre os adversários seus próprios erros e defeitos, respondendo ataque com ataque. Se não podes negar as más notícias, invente outras que as distraiam.

4. EXAGERAR E DESFIGURAR. Converter qualquer história, por menor que seja, em ameaça grave.

5. VULGARIZAÇÃO. Toda propaganda deve ser popular, adaptando seu nível ao menos instruído dos indivíduos aos quais se dirija. Quanto maior a massa a convencer, menor o esforço mental a realizar. A capacidade receptiva das massas é limitada, sua compreensão escassa e tem grande facilidade para esquecer.

6. ORQUESTRAÇÃO. A propaganda deve limitar-se a um número pequeno de ideias e repeti-las incansavelmente, apresentando-as uma e outra vez, de diferentes perspectivas, mas sempre convergindo para o mesmo conceito, sem fissuras nem dúvidas.

7. RENOVAÇÃO. Emitir sempre, informações e argumentos novos a um ritmo tal que quando o adversário responda, o público já esteja interessado em outra coisa.

8. VEROSSIMILHANÇA. Construir argumentos a partir de fontes diversas, através de informações fragmentárias.

9. SILENCIAÇÃO. Encobrir as questões sobre as quais não tenha argumentos e dissimular as notícia que favorecem o adversário, contraprogramando com a ajuda dos meios de comunicação afins.

10. TRANSFUSÃO. A propaganda sempre opera a partir de um substrato preexistente, seja uma mitologia nacional, ou um complexo de ódios e preconceitos tradicionais. Trate de difundir argumentos que possam arraigar-se em atitudes primitivas.

11. UNANIMIDADE. Convencer a muita gente de que pensa “como todo mundo”, criando uma (falsa) impressão de unanimidade.

12. Bom, se você chegou até aqui, saiba que esses são os Princípios da Dominação pela Propaganda, de Joseph Goebbels, chefe da propaganda nazi. E, que pela semelhança com o tipo de comunicação e propaganda de Lula, se não foram copiados, há uma enorme coincidência.

(Do ex-blog de César Maia)

Lula já vetou regulamentação de jornalista

24 de junho de 2009 – 4:24

O senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG) acredita que a decisão tomada por alguns sindicatos de pressionarem o Congresso Nacional a aprovar uma nova legislação para a profissão de jornalista não produzirá os resultados esperados.

Ele disse que a Câmara dos Deputados e o Senado Federal podem até votar o retorno da exigência do diploma para o exercício da atividade, mas a medida não entraria em vigor porque o presidente da República deve vetá-la.

“A Câmara, e depois o Senado, aprovaram projeto regulamentando a profissão de jornalista em 2004, mas o presidente Luiz Inácio Lula da Silva vetou o texto integralmente. Então, provavelmente, não é esse o caminho” - lembrou o senador Eduardo Azeredo.

O senador lembrou que o projeto aprovado pelo Congresso Nacional, e posteriormente vetado pelo presidente da República, foi negociado com os sindicatos de jornalistas depois de uma ampla discussão na Câmara e também no Senado. O projeto, recordou Azeredo, na reunião plenária do Senado na terça, 23, alterava a área de atuação dos jornalistas e dispunha sobre suas funções.

(Agência Senado)

Blog comemora um ano. Isso é só o começo

23 de junho de 2009 – 20:38

É típico do jornalista. Ele gosta de trabalhar em dias feriados. Nem mesmo a dificuldade para conseguir uma informação substanciosa tira o prazer de estar numa redação esvaziada. Paira nele um sentimento de onipotência. Enquanto todos se divertem ou descansam ele está ali atento ao mundo, tomando conta da humanidade.

E pronto para ser acionado a qualquer momento para o centro dos acontecimentos. À espera de algo que justifique sua presença na redação, como os soldados do forte do “Deserto dos Tártaros”, livro do italiano Dino Buzatti, que expressa esse sentimento por meio dos militares preparados para o inimigo. Buzatti, jornalista, baseou-se em plantões de redação para escrever o livro.

Em homenagem aos plantonistas começo a postar meu blog hoje, dia de São João, feriadão em Pernambuco. O mundo pode descansar: haverá sempre um jornalista de plantão na redação. 

Há um ano, com este post, comecei o meu blog. O espaço foi bem aproveitado e, espero, bem entendido pelos leitores. Tem sido um local de debates, uma praça pública na qual, de vez em quando, é preciso botar ordem para manter a civilidade das discordâncias.

Este blog continuará na defesa da Democracia e reafirma, um ano depois, seu objetivo de informar, opinar e propor discussões sobre temas que mexem com a sociedade pernambucana e brasileira.

Parabéns para mim!

.

Fim da crise é projeto eleitoral para 2010

23 de junho de 2009 – 20:28

O fim dos problemas causados ao País pela crise internacional anunciado aos ventos pelo governo brasileiro e multiplicado por parte da imprensa pode ser mais uma face da propaganda governamental do que mesmo fatos reais.

Pelo exemplo do passado, é mais uma ação eleitoreira. Veja o caso do Plano Cruzado, que congelou os preços em 1986 e veio favorecer o PMDB nas eleições para governadores naquele ano. Em 1987, três meses depois da posse dos governadores, o plano fez água e a economia degringolou.

 Em 1998, o presidente Fernando Henrique Cardoso sustentou a quase paridade do câmbio Real/Dólar e foi reeleito. Em janeiro de 1999 a crise nacional instalou-se. Agora, antes da eleição do próximo ano o governo Lula começa a anunciar que a crise está no fim. Que a “marolinha” não vai chegar até 2010. Não é bem assim.

Exame da OAB produz reserva de mercado

23 de junho de 2009 – 20:06

A proposta do senador Gilvan Borges (PMDB-AP) de acabar com o exame da ordem dos Advogados do Brasil (OAB), indispensável para o exercício da profissão de advogado, gerou muitos comentários de internautas no blog.

Na sua proposta - sintetizada no post de 19 de setembro de 2008 -, Borges diz que “a um simples exame não se pode atribuir a propriedade de avaliar devidamente o candidato, fazendo-o, dessa forma, equivaler a um sem-número de exames aplicados durante todos os anos de curso de graduação, até porque, por se tratar de avaliação única, de caráter eliminatório, sujeita o candidato à situação de estresse e, não raro, a problemas temporários de saúde”, justifica o senador.

Os comentários a favor do exame OAB lembram a qualidade duvidosa das inúmeras faculdades de Direito espalhadas pelo País. Já os que defendem o fim do exame alegam a formação de uma reserva de mercado, de corporativismo, acenam até, os descontentes, com a inconstitucionalidade do exame.

É uma discussão oportuna, no momento em que o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu pelo fim da exigência do diploma de Jornalismo para exercício da profissão. Há muito do que se falar sobre a Advocacia. O debate é válido e não deve ficar restrito apenas aos advogados.

Leia o post “Senador pode acabar com exame da OAB”

Diploma: uma vitória da lógica e da democracia

19 de junho de 2009 – 1:23

Não é mais preciso de canudo para ser jornalista no Brasil. Em uma decisão histórica, o Supremo Tribunal Federal julgou na sessão de quarta-feira, 17, a questão da obrigatoriedade de diploma específico para o exercício da profissão de jornalista. Foram oito votos contrários e apenas um favorável à exigência. Trata-se de uma vitória do jornalismo e da democracia brasileira, reafirmando as teses da liberdade de expressão e do livre pensamento, garantidas pela Constituição Federal.

Este observador já se manifestou sobre o assunto e sempre apoiou o fim da obrigatoriedade do diploma. Antes que alguém pergunte, cabe logo o esclarecimento: jornalista desde 1995, quem assina este texto não tem o diploma específico, é formado em História pela Universidade de São Paulo e abandonou, no terceiro ano, o curso de Administração Pública na Fundação Getulio Vargas para abraçar a profissão (opção esta que acarretou algum prejuízo material, certamente). É preciso, portanto, desde logo esclarecer que não se trata aqui de advogar em causa própria, pois ao longo desses quase 15 anos a falta de diploma jamais foi óbice para o trabalho em veículos tão diferentes quanto a Folha de S. Paulo, Correio da Cidadania, PanoramaBrasil, DCI, Valor Econômico, além, é claro, deste Observatório, desde o ano 2000.

A questão da exigência do diploma para exercício do jornalismo é na verdade até simples: a profissão de jornalista dispensa a formação universitária específica porque não existe nenhuma técnica, norma ou regra que não se possa aprender nas redações, trabalhando, ou seja, fora das salas de aula. Há diversas profissões com as mesmas características, além da de cozinheiro, citada ironicamente pelo ministro Gilmar Mendes. Publicitários, músicos, artistas, escritores são alguns assemelhados: é perfeitamente possível realizar o trabalho sem ter aprendido a teoria na escola.

Tudo que um bom jornalista precisa é de talento, curiosidade e vontade de aprender a exercer a profissão, seja na universidade ou no dia a dia de seu trabalho. E de preferência manifestar esta vontade ao longo de toda a sua vida, continuamente.

Salvo exceções, os melhores profissionais acabarão sendo os mais bem formados e para isto só há uma coisa a fazer: estudar bastante. Este observador recomendaria a um jovem que deseja ingressar na profissão que curse qualquer faculdade – pode ser Direito, Economia, Engenharia, qualquer das Ciências Humanas ou até mesmo Medicina, Química ou Matemática. Uma pós-graduação em Comunicação complementaria maravilhosamente a formação, mas isto não é uma necessidade imperiosa.

O fim da exigência do diploma acaba com uma barreira corporativista tacanha, levantada por um sindicalismo medíocre, e não significa em absoluto o fim das escolas de jornalismo. De fato, o fim da exigência não impedirá que muitos jovens continuem cursando jornalismo para ingressar na profissão. Atualmente existem excelentes faculdades de Publicidade e Marketing, embora o diploma não seja obrigatório para o exercício da profissão. Muitos profissionais que se destacam neste meio são recrutados nas universidades. Por outro lado, gente com talento especial e até sem educação formal alguma poderá exercer o jornalismo sem os constrangimentos dos defensores de um canudo que no fundo só servia para a manutenção de seus próprios feudos no meio sindical. Ou alguém imagina, em sã consciência, um sindicato dos escritores lutando pela exigência de diploma específico para a profissão de escritor; um sindicato dos atores tentando impor a frequência em escolas de arte dramática para que seus pares subam nos palcos?

É claro que a Fenaj e as faculdades privadas (ou seriam fábricas de diplomas?) não vão dar a batalha por perdida, certamente vem aí algum projeto de lei estapafúrdio como o do Conselho Federal de Jornalismo para reinventar a obrigatoriedade do diploma. Afinal, ninguém larga a rapadura assim de graça, portanto esta briga ainda vai longe, muito longe.

Tudo somado, porém, a verdade é que o STF tomou a decisão mais acertada. Não que a questão do canudo seja central na discussão sobre mídia e imprensa no país hoje, mas o fim do diploma obrigatório foi bom para o Brasil, bom para o jornalismo, bom para os leitores. O futuro vai mostrar a correção da decisão tomada em uma fria quarta-feira de junho.

(Luiz Antonio Magalhães no Observatório da Imprensa)
 

Diploma: o Brasil se acostumou às regulamentações

19 de junho de 2009 – 0:56

O Supremo Tribunal Federal julgou inconstitucional o decreto-lei nº 972, de 17 de outubro de 1969. Que é que diz este decreto? Citemos seu início:

Decreto-Lei n º 972, de 17 de outubro de 1969

Dispõe sobre o exercício da profissão de jornalista.

OS MINISTROS DA MARINHA DE GUERRA, DO EXÉRCITO E DA AERONÁUTICA MILITAR, usando das atribuições que lhes confere o artigo 3º do Ato Institucional nº 16, de 14 de outubro de 1969, combinado com o § 1º do artigo 2º do Ato Institucional nº 5, de 13 de dezembro de 1968,

DECRETAM:

Art 1º O exercício da profissão de jornalista é livre, em todo o território nacional, aos que satisfizerem as condições estabelecidas neste Decreto-Lei.

Enfim, há muita gente chateada por ter perdido a liberdade gentilmente concedida pelos senhores ministros integrantes da Junta Militar que governava o país (e que, na ocasião, rejeitavam o nome de Junta Militar: queriam ser conhecidos como “ministros militares no exercício provisório dos poderes da Presidência da República”. O deputado Ulysses Guimarães simplificou a denominação: imortalizou-os como “Os Três Patetas”).

Mas o tal decreto-lei cuja extinção tantos agora lamentam já foi extinto há muitos anos. Profissionais oriundos de outras áreas, como Arnaldo Jabor, Diego Mainardi, Emir Sader, trabalham sem problemas, e há muito tempo, em órgãos de imprensa. E o decreto-lei não faz falta – a não ser para os que cursaram faculdade de jornalismo em busca do diploma, e não do conhecimento.

Muitos protestam por ter gasto dinheiro numa faculdade cujo diploma se tornou desnecessário, ou por ter perdido anos de sua vida no estudo. Estão errados: exercer o jornalismo exige conhecimento, não um canudo de papel com o nome escrito em letras góticas. Se a faculdade de jornalismo der este conhecimento, terá cumprido sua missão, terá dado retorno ao investimento de tempo e de dinheiro. Quem exerce dignamente a profissão de jornalista, com ou sem diploma, jornalista é.

Não é preciso reservar mercado para quem tiver condições de competir no mercado. O Fernando Gabeira jamais precisou de diploma; o Ricardo Kotscho também não. Para quem quiser ser um bom jornalista bastam os conhecimentos adquiridos dentro ou fora da faculdade. Quanto ao diploma, podem até esquecer-se de ir buscá-lo.

É curioso que ninguém tenha dito, desta vez, que os patrões lutaram pela revogação do decreto-lei 972 para poder pagar menores salários. Conheço o Fernando Gabeira e o Ricardo Kotscho desde a década de 1960; os dois sempre estiveram entre os maiores salários da Redação, em todos os veículos em que trabalharam. E não se diga que os não-formados são os preferidos dos patrões porque sua ética é mais flexível. Os dois exemplos citados funcionam também aqui.

O problema, acredito, é que o Brasil se acostumou às regulamentações. Aqui tivemos lei de imprensa e censura à imprensa antes de termos imprensa. Tivemos generais comandando a extração de petróleo antes que petróleo houvesse para ser extraído (e, de passagem, incomodando pioneiros que queriam trabalhar, como Monteiro Lobato). Nos Estados Unidos, existem faculdades de jornalismo, mas o diploma não é obrigatório. E, embora toda a nossa formação jornalística se baseie na americana, não prescindimos das ordenações que pretendem tudo regulamentar, e que lá não existem.

Ah, os regulamentos! Pois não é que os mesmos oficiais-generais que generosamente regulamentaram o exercício da profissão de jornalista cuidaram também de regulamentar o que os jornalistas poderiam publicar? Um texto engraçadíssimo, que vale a pena pesquisar, é o de regulamentação das revistas de mulher pelada. Está escrito que, nas fotos, poderia aparecer um mamilo nu; dois, não. Mas, se a foto fosse feita com camiseta molhada, ambos os mamilos poderiam aparecer através do tecido. Pelos púbicos, nem pensar. E ficavam proibidas as fotos de nádegas frontais.

Alguém já terá visto nádegas frontais?

(Carlos Brickmann no Observatório da Imprensa)

Diploma de Jornalismo: começar de novo

19 de junho de 2009 – 0:45

O deputado federal Miro Teixeira (PDT-RJ) afirmou nesta quinta, 18, que poderá propor ao Congresso um projeto de lei para regulamentar a profissão de jornalista, após ouvir os representantes da sociedade civil e entidades do setor.

“Acho que nós podemos repensar o assunto. Assim que ouvir uma manifestação da Fenaj (Federação Nacional dos Jornalistas), vou procurar me posicionar, porque imagino haver um campo para se construir um projeto de lei, com uma regulamentação que esteja dentro dos balizamentos contidos nos votos dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF)”, afirmou.

Miro considera possível suplantar a decisão tomada ontem (17) pelo STF, que aboliu a necessidade de diploma universitário para exercer a profissão de jornalista, pela via legislativa dentro da discussão constitucional.

“Temos que verificar, nos votos dos ministros do Supremo, onde estão os focos da inconstitucionalidade e aí suprimi-los, para construir uma regulamentação profissional, o que está amparado pela Constituição”, disse.

Segundo o parlamentar, a decisão do Supremo não levou em conta a evolução das profissões. Ele citou como exemplo a advocacia. “Os advogados, antigamente, para atuar nos tribunais, não precisavam de diploma. Depois, havia o diploma, mas não o exame da Ordem. Em seguida, além do diploma, passou a ser necessária uma prova duríssima na OAB”, explicou Miro.

Para o professor de comunicação, autor de vários livros sobre jornalismo e atualmente presidente da Biblioteca Nacional, Moniz Sodré, a decisão do STF beneficia principalmente os donos de empresas.

“Não concordo com a tese de que estavam defendendo a liberdade de expressão. Foi uma desconsideração do Supremo com a importância da atividade jornalística”, afirmou Sodré.

Segundo ele, apesar da crise que abriu, a decisão do STF pode ser útil para levar a uma reflexão entre os jornalistas sobre qualificação profissional. “Crise também significa oportunidade. É uma boa chance para se discutir o que é jornalismo e o que é informação hoje”, disse Sodré.

Sobre o impacto que a extinção da necessidade do diploma pode causar no meio acadêmico, o professor afirmou que as boas escolas vão permanecer, mas que poderá haver reflexos negativos nas faculdades mais fracas.

(Da Agência Brasil)

Reviravolta: Marcelo Neves no Conselho de Justiça

19 de junho de 2009 – 0:41

“Sua notícia está completamente errada. Ontem 17 JUN 2009, Marcelo Neves foi escolhido em detrimento do Crápula do Erick Pereira”.

O comentarista anônimo deste blog fez um alerta pertinente a respeito do post “Pernambucano fora do Conselho Nacional de Justiça“. O pernambucano Marcelo Neves, professor de Direito em São Paulo terminou sendo escolhido para representar o Senado no Conselho Nacional de Justiça. Como disseram as testemunhas da votação foi possível aliar o presidente do Conselho e do STF, Gilmar Mendes, ao ministro da Justiça, Tarso Genro, para eleger Neves.

Veja a notícia da Folha de S.Paulo, do dia 17 de junho, sobre a escolha de Marcelo Neves:

Após votação acirrada em dois turnos, o professor de Direito Marcelo Neves venceu a disputa pela indicação do Senado para uma vaga no Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Mas a vitória deve ser comemorada pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Gilmar Mendes, que trabalhou publicamente pela indicação de Neves e chegou a trombar com lideranças do DEM e do PSDB. Marcelo Neves obteve o mínimo de votos necessários para ser o indicado - 41. Contou para isso com o apoio das lideranças governistas, além do patrocínio de Mendes.

O segundo colocado, o advogado Erick Pereira, que tinha os líderes do DEM, José Agripino (RN), e do PSDB, Arthur Virgílio (AM), como seus principais apoiadores, obteve apenas 20 votos e saiu derrotado. A confusão em torno da indicação começou quando o presidente do STF e o governo decidiram intervir na disputa. Até esse momento, Erick Pereira era o favorito por reunir o apoio dos líderes dos principais partidos, incluindo o PT, PMDB, PSDB e DEM.

A vitória iminente de Erick Pereira, filho do ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TST) Emmanoel Pereira, com currículo considerado mais fraco frente aos demais candidatos, provocou a movimentação do Ministério da Justiça e do ministro do STF.

Abaixo o post original, com base em informações da Folha de S.Paulo de 31 de maio de 2009:

Um dos mais eminentes professores de Direito Constitucional do País, o pernambucano Marcelo Neves, perdeu a indicação do Senado para integrar o Conselho Nacional de Justiça para o advogado Eric Pereira, filho do ministro do TST, Emmanoel Pereira.

O mérito do postulante esteve à parte. Neves é aliado do presidente do STF, Gilmar Mendes. E contou com apoio do senador do PT Aloízio Mercadante. Foi o candidato que, segundo a Folha de São Paulo, conseguiu unir o PT a Gilmar Mendes. Já o Erik Pereira foi indicado pelo PSDB e Democratas para o cargo que vai fiscalizar seu pai, ministro do TST.

No processo, perderam Gilmar Mendes e o PT com a escolha de Erik Pereira. Ganharam os tucanos e os democratas. Não é nada, não é nada, mas nas grandes decisões o voto de um conselheiro pesa.

O CNJ tem 15 integrantes - dois representantes da sociedade indicados pelo Senado e pela Câmara; a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e o Ministério Público escolhem dois cada; nove são indicações do Judiciário.

Mais argumentos contra o ataque aos jornais locais

15 de junho de 2009 – 11:54

Oi Tonico!

Acabo de ver que você puxou o comentário para post. :) O pessoal que critica tudo e todos da iniciativa privada e acha que só há salvação na “mídia pública” esquece que é justamente concentrar ainda mais poder no Estado, já âmbito do poder político, fortíssimo economicamente e extremamente influente na imprensa (hoje é o grande pautador da imprensa) o maior risco para a pluralidade de informações.

A solução para isso seria uma forma menos discricionária de controlar a publicidade oficial (ou seja, que isso não vire uma arma contra as críticas) e o fomento de meios alternativos, privados ou públicos, mas nunca ligados ao poder executivo, de divulgação. O que só se consegue com o liberalismo, esse conjunto de ideias políticas e econômicas que pregam a diversidade, pluralidade, desconcentração de poder, tão bem descrito por Ortega y Gasset:

“La forma que en política ha representado la más alta voluntad de convivencia es la democracia liberal. […] El liberalismo es el principio de derecho político según el cual el Poder público, no obstante ser omnipotente, se limita a sí mismo y procura, aun a su costa, dejar hueco en el Estado que él impera para que puedan vivir
los que ni piensan ni sienten como él, es decir, como los más fuertes, como la mayoría. El liberalismo – conviene hoy recordar esto – es la suprema generosidad: es el derecho que la mayoría otorga a las minorías y es, por tanto, el más noble grito que ha sonado en el planeta.

Proclama la decisión de convivir con el enemigo; mas aún, con el enemigo débil. Era inversímil que la especie humana hubiese llegado a una cosa tan bonita, tan paradójica, tan elegante, tan acrobática, tan antinatural. Por eso, no debe sorprender que prontamente parezca esa misma especie resuelta a abandonarla. Es un ejercicio demasiado difícil y complicado para que se consolide en la tierra.” ”

É a suprema generosidade, que nem todos estão dispostos a ter com os seus adversários de ideias.

Renato Lima, jornalista